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25/10/2009 - 10h32

Missão da UE em Moçambique pede calma após eleição

Chimoio, Moçambique, 25 out (Lusa) - A missão de observadores da União Europeia (UE) para as eleições gerais moçambicanas de 28 de outubro faz um apelo à calma e transparência, principalmente no período de agregação dos resultados (pelos órgãos eleitorais), para se evitar uma crise política pós-eleitoral.

A chefe da missão dos observadores da UE, a inglesa Fiona Hall, disse à Agência Lusa, no Chimoio, província de Manica, que a falta de transparência, principalmente na apuração dos resultados, pode provocar crises políticas e colocar o país numa situação de calamidade.

"Não temos uma ideia antevista para o período pós-eleitoral. Mas apelamos para um ambiente de calma, sobretudo no período de agregação dos resultados, pois se não haver transparência isso pode provocar uma crise política pós-eleitoral", disse Hall, em declarações à Lusa.

Os exemplos de Madagascar, Zimbábue e Quênia, países próximos de Moçambique, são tidos por analistas políticos como os que mais tornaram obscuros os processos eleitorais na África Austral devido à onda de violência registrada após as eleições.

"De uma forma geral, o processo eleitoral está a decorrer de forma pacífica. Ainda estamos a analisar alguns traços isolados ou comuns de incidentes ocorridos e a contextualizá-los e ver se são relevantes para o processo", explicou Fiona Hall, sem especificar.

A chefe da missão adiantou que a colaboração dos órgãos eleitorais e outras organizações de observadores nacionais vai criar condições para que se faça uma avaliação imparcial e objetiva.

Perto de 10 milhões de moçambicanos vão eleger, na próxima quarta-feira, um novo presidente da República, 250 novos deputados da Assembleia da República e mais de duas centenas de deputados das assembleias provinciais.

"Queremos apelar para que os moçambicanos adiram às urnas e possam expressar livremente a sua vontade política. Também para que contenham os ânimos, durante a divulgação dos resultados, por mais que sejam os esperados ou surpresa", concluiu.

A campanha eleitoral, que teve duração de 45 dias, termina neste domingo.

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