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27/10/2009 - 13h01

Conservadores britânicos pretendem vetar Blair na UE

Londres, 27 out (Lusa) - O partido Conservador britânico não apoiará, caso chegue ao governo, a candidatura do ex-primeiro-ministro Tony Blair à presidência permanente do Conselho Europeu, anunciou o líder da legenda, David Cameron.

Opositor do Tratado de Lisboa, ao qual prometeu fazer um referendo caso o documento ainda não esteja em vigor após as eleições legislativas britânicas, Cameron afirmou ser também contra a necessidade de um presidente da União Europeia.

"E mesmo que haja um presidente, não penso que deva ser Tony Blair", disse, em entrevista coletiva, mostrando-se mais favorável a uma personalidade menos ativa e interveniente.

"Preferiria alguém que fosse mais um presidente não-executivo da União e não um presidente que canta, dança e representa, tal como eu sei que seria Blair", brincou.

A posição dos conservadores, que já tinha sido tornada pública, mas não por David Cameron, surge após o ministro britânico das Relações Exteriores, David Miliband, ter manifestado o seu apoio a uma candidatura de Blair.

"Penso que seria bom para o Reino Unido e para a Europa se Tony Blair fosse candidato e fosse escolhido", afirmou à BBC no domingo.

Sobre a realização de um referendo ao Tratado de Lisboa, o líder dos conservadores não disse o que fará caso seja eleito e se a ratificação for completada por todos os Estados membros.

Apesar disso, reiterou a opinião de que a UE deve avançar mais numa lógica de cooperação e menos de integração política.

O partido Conservador dispõe de uma vantagem de pelo menos 10% nas pesquisas, sendo considerado o favorito para vencer as eleições, que terão de se realizar antes de junho de 2010.

Vários analistas estimaram que a data, que ainda não está determinada, vai coincidir com as eleições locais, em 6 de maio.

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