Coimbra, 27 out (Lusa) ? Milhares de estudantes integraram nesta terça-feira o Cortejo da Latada, em Coimbra, ocasião que a academia aproveitou para retomar reivindicações ao Governo na área do ensino superior.
Numa festa em que os universitários mais antigos (doutores) apresentam a cidade aos colegas recém-chegados (calouros), viam-se diversas alusões à situação nas faculdades da Universidade e nos diferentes estabelecimentos que constituem o Instituto Politécnico de Coimbra.
O desfile era encabeçado pelo presidente da Associação Acadêmica de Coimbra (AAC), Jorge Serrote, e outros dirigentes da comunidade estudantil universitária.
"A AAC está a demonstrar o seu descontentamento em relação a inúmeras políticas do ensino superior que consideramos profundamente erradas", declarou Serrote à Agência Lusa.
O dirigente salientou a importância do Cortejo da Latada como oportunidade para os estudantes "manifestarem a sua crítica e irreverência".
Os responsáveis da AAC que seguiam à frente do desfile defenderam um maior investimento do Estado na educação, ostentando uma faixa em que se lia: "Não somos contra, somos por?", frase que era completada com o emblema da Acadêmica.
Cada dirigente segurava uma imagem do ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, tapando os ouvidos com as mãos.
O aumento das deduções de IRS das despesas escolares, mais financiamento para as instituições de ensino superior e um sistema de atribuição de bolsas "mais justo" eram algumas das reivindicações.
A lista de exigências, colada em cada imagem do ministro, incluía ainda um serviço de ação social "com um financiamento mais adequado" e uma "nova lei da autonomia" das instituições do ensino superior.