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28/10/2009 - 09h35

Moçambique vai às urnas; oposição prevê vitória em eleição presidencial

Em Maputo
O líder da Renamo (partido de oposição), Afonso Dhlakama, afirmou nesta quarta-feira (28) que está confiante na vitória das eleições presidenciais moçambicanas. Além disso, ele considerou que, se fosse na Europa, já estaria preparando a lista dos ministros.

Momentos depois de votar, o líder do principal partido da oposição em Moçambique manifestava reservas sobre as eleições serem livres e justas.

Porém, em nenhum momento Dhlakama afirmou categoricamente se iria aceitar os resultados eleitorais, nem denunciar claramente que iria haver fraude.

"África deve começar também a ter cultura, quem ganhou ganhou, quem perdeu perdeu, não podemos repetir a história do Zimbábue, dos outros países, porque não ajuda em nada", declarou o político.

Ainda assim, ele afirmou pensar que "as coisas vão andar bem", que estava confiante e que é "desta vez" que ganha, pelo povo que viu em todo o país e que quer um governo do povo.

"De cinco em cinco anos há eleições, espero que tudo corra bem, sinto que do nosso lado tudo correu bem durante a campanha, embora não tenha sido aquela campanha de luxo, mas de carro", disse, referindo-se ao seu principal opositor, Armando Guebuza, que fez campanha de helicóptero.

"A mensagem foi simples e clara, mudar Moçambique, bem-estar para o povo, desenvolvimento econômico, emprego para juventude, criação de um Estado de direito, mudança em tudo, uma revolução para o povo", disse Dhlakama.

Bem disposto e sorridente, "de gravata e tudo", como chamou a atenção dos jornalistas, o político pediu também o voto dos moçambicanos, da Renamo ou de outros partidos, para que seja "desta vez" que as eleições ocorram com credibilidade.

Ao ser questionado (novamente) se vai aceitar os resultados, ele insistiu que não vai se opor se as eleições forem feitas com transparência e terminou negando que alguma vez tenha dito que esta é a ultima vez que participa de uma votação.

Na semana passada, o jornal moçambicano Notícias publicou que Dhlakama havia afirmado que esta seria a última vez que se iria candidatar (perdeu todas as eleições até hoje), mas o líder da Renamo veio hoje dizer que o jornalista se enganou e que ele é "muito jovem" e irá continuar a concorrer.

"O que eu disse em Tete foi que se votassem em mim os cargos técnicos seriam nomeados pela competência" e acrescentei que quando estivesse no governo e não cumprisse "então podiam pôr-me no lixo", concluiu.

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