Bruxelas, 29 out (Lusa) - Os líderes europeus reunidos nesta quinta e sexta-feira em Bruxelas vão tentar superar os obstáculos para a ratificação do Tratado de Lisboa e ultrapassar as suas divisões sobre a estratégia de luta contra o aquecimento global.
Os chefes de Estado e de Governo dos 27 países europeis irão discutir as exigências do presidente tcheco, Vaclav Klaus, quanto a uma exceção para o país na aplicação da Carta de Direitos Fundamentais. Isso acontece num momento em que o Tribunal Constitucional tcheco ainda está avaliando a conformidade do Tratado com a Lei Fundamental do país.
Entretanto, mesmo sem a ratificação definitiva do Tratado de Lisboa, já começou a corrida aos dois novos cargos previstos no documento: o presidente do Conselho Europeu e o alto representante da Política Externa da UE.
Uma fonte diplomática assegurou que à margem da cúpula de Bruxelas, "informalmente nos corredores", haverá conversações intensas sobre esta questão.
A batalha pela presidência do Conselho tem como principais protagonistas o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o chefe do governo luxemburguês, Jean-Claude Juncker.
Os líderes europeus iniciam o encontro nesta tarde com um debate sobre as alterações climáticas e a preparação da reunião de Copenhague sobre o tema, uma questão em que estão extremamente divididos.
Há um consenso generalizado sobre a necessidade de intervir, principalmente ajudando os países em desenvolvimento a fazerem a sua parte, mas os 27 discordam sobre o montante de uma contribuição financeira.
Antes do início do Conselho Europeu realizam-se as habituais mini-cúpulas das duas maiores famílias políticas europeias em lugares diferentes da capital belga.
O premiê português, José Sócrates, estará na reunião dos Socialistas e Democratas Europeus e Manuel Ferreira Leite na do Partido Popular Europeu.