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30/10/2009 - 09h38

UE vê organização em pleito moçambicano, mas faz críticas

Maputo, 30 out (Lusa) - A missão de observação da União Europeia (UE) às eleições gerais moçambicanas da última quarta-feira qualificou nesta sexta a votação de "bastante organizada, pacífica e calma", mas criticou a ocorrência de várias "deficiências", que afetaram a transparência do processo.

Num balanço "muito preliminar" das quartas eleições gerais moçambicanas, a chefe da missão de observação da UE, a britânica Fiona Hall, elogiou o nível de preparação dos órgãos eleitorais, por terem garantido "largamente o sufrágio universal".

"Os oficiais de votação mostraram-se empenhados e atuaram com integridade durante os processos de votação e contagem. Os milhões de moçambicanos, de uma forma calma e ordeira, deslocaram-se às mesas das assembleias de voto para votar", enfatizou a chefe da missão de observação da UE.

Fiona Hall descreveu a campanha eleitoral como tendo sido em geral mais pacífica do que em eleições anteriores e com mensagens construtivas por parte dos candidatos.

"Os meios de comunicação social respeitaram a liberdade de expressão durante a campanha eleitoral, proporcionando uma cobertura da campanha razoavelmente equilibrada e neutra", disse a chefe da missão de observação da UE.

Apesar de uma avaliação globalmente positiva, a missão da UE apontou deficiências ao sistema eleitoral moçambicano, responsáveis pela rejeição de listas de vários partidos das eleições.

"Além disso, há insuficientes medidas que assegurem a transparência do processo, incluindo a falta de livre acesso às listas de candidatos e número de eleitores por mesa de estação de voto", notou Fiona Hall.

A missão de observação da UE criticou igualmente o envolvimento de funcionários do Estado na campanha da FRELIMO, partido no poder, durante as horas de expediente e casos de obstrução à campanha das forças políticas da oposição.

A missão de observação eleitoral da UE, que ainda deve elaborar a sua avaliação final do processo eleitoral moçambicano, é constituída por 131 observadores, que se desdobraram pelos 11 círculos eleitorais do país, excluindo os dois círculos da diáspora.

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