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30/10/2009 - 12h18

Premiê luso vê liderança europeia sobre o clima reforçada

Bruxelas, 30 out (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, saudou o acordo alcançado nesta sexta-feira em Bruxelas entre os líderes europeus em relação ao combate às alterações climáticas, considerando que isso reforça a posição de liderança da Europa nas difíceis negociações de Copenhague.

Sócrates, que falava no final da cúpula de chefes de Estado e de governo da União Europeia realizada entre quinta-feira e hoje em Bruxelas, defendeu tratar-se de "um bom acordo" quanto aos objetivos da Europa para a conferência de Copenhague e também quanto à repartição de custos no esforço contra o aquecimento global.

O primeiro-ministro indicou que, não havendo ainda montantes definitivos, ficaram claros os princípios para a repartição de custos, quer no seio da UE, mas também quanto ao financiamento a ser prestado aos países em desenvolvimento para a redução de emissões.

Sócrates precisou que o principal critério a ser levado em consideração será o da riqueza, ou seja, a capacidade de pagamento - até agora as opiniões dividiam-se entre o Produto Interno Bruto (PIB) dos países e o fator poluente, ou seja, o princípio poluidor-pagador -, o que considerou "da mais elementar justiça", dado beneficiar os países pobres.

Para José Sócrates, o acordo hoje alcançado constitui assim "uma boa notícia para o mundo", já que a Europa, que tem assumido uma posição de liderança na luta contra o aquecimento global, poderá apresentar-se na conferência de Copenhague com essa "posição de liderança bem estabelecida e bem clara" e um "mandato claro", para uma negociação que antevê "muito difícil".

A conferência de Copenhague, de 7 a 18 de dezembro, visa concluir um acordo que deve entrar em vigor antes de expirar a primeira fase do Protocolo de Quioto, em janeiro de 2013, para travar de forma vinculativa as emissões de dióxido de carbono.

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