UOL Notícias Notícias
 

02/11/2009 - 19h24

Governo português quer 'internacionalizar' economia lusa

Lisboa, 2 nov (Lusa) - A reorganização do sistema internacional, uma política europeia centrada na recuperação econômica e a promoção da internacionalização da economia estão entre as prioridades do programa do governo do primeiro-ministro português, José Sócrates, em matéria de política externa, que também mira as comunidades e cooperação.

O documento, apresentado nesta segunda-feira, afirma que "Portugal deve ter um papel relevante" no processo de reorganização do sistema internacional, cuja urgência "a crise financeira e a recessão econômica vieram acentuar".

Esse papel deve ser desenvolvido através da "participação ativa nas instituições e organizações internacionais" às quais Portugal pertence, "valorizando as relações históricas fora do espaço europeu", e por uma nova ordem internacional que foque o "multilateralismo como mecanismo central para o relacionamento e para a resolução de conflitos".

Nesse aspecto, o programa faz referência à rodada de Doha, promovida pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e que visa um novo acordo comercial internacional, e também fala sobre um tratado mais atual que abranja a questão das mudanças climáticas, aguardado para a cúpula do clima que acontecerá em Copenhague, na Dinamarca, em dezembro.

O texto aborda ainda a reforma das Nações Unidas, a candidatura ao Conselho de Segurança do organismo, a participação nas operações de paz e segurança internacionais e a organização da cúpula da Otan que acontecerá em Lisboa no ano que vem.

Na União Europeia, a prioridade é "a necessidade de ultrapassar a crise econômica e financeira mundial e atenuar os seus efeitos, promovendo medidas que permitam relançar o emprego e o crescimento".

Neste contexto, o documento explica a importância da manutenção da Agenda de Lisboa no pós-2010 e as negociações para as perspectivas financeiras da UE para depois de 2013.

Portugal ainda vai "manter firme empenho na concretização da entrada em vigor do Tratado de Lisboa" e participar ativamente no desenvolvimento de uma política marítima europeia integrada.

No plano das relações externas da UE, o programa afirma que Portugal seguirá defendendo o respeito pelos compromissos firmados em matéria de alargamento, o relacionamento com outras regiões de mundo e com os Estados Unidos e o maior empenho no aprofundamento da Política Externa (Pesc) e da Política de Defesa (Pesd).

Em matéria de diplomacia econômica, o programa do governo prevê "o reforço dos instrumentos para a internacionalização" e uma maior coordenação desses instrumentos, expressamente através do fortalecimento dos mecanismos de apoio à participação das empresas em feiras internacionais e a divulgação sobre fontes de financiamento internacional e de uma "articulação muito forte" entre as companhias e as embaixadas.

A captação de investimento externo também é definida como prioritária, "muito em particular o investimento que cria emprego qualificado e competitivo", matéria em que "se exige agora uma articulação mais estreita e coordenada com os diferentes serviços do Estado no exterior".

Compartilhe:

    Trânsito

    Cotações

    Hospedagem: UOL Host