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03/11/2009 - 11h30

Polícia britânica recorre a redes sociais para achar Maddie

Londres, 3 nov (Lusa) - A polícia britânica quer aproveitar o "lado positivo" da internet e usar redes sociais como o Facebook, o Bebo ou o Twitter para encontrar a menina Madeleine McCann (na foto, simulação de como estaria hoje), que desapareceu no Algarve em 2007.

É de olho nos milhões de usuários destes sites que o Centro de Proteção contra a Exploração Infantil Online (Ceop, na sigla em inglês), uma agência britânica, lançou nesta terça-feira um novo filme de 60 segundos que pede informações sobre a criança.

Por ser um filme curto e traduzido para sete idiomas (além do inglês, há versões em português, espanhol, francês, alemão, italiano, árabe e chinês), a mensagem poderá ser vista e ouvida em grande parte do mundo.

"Esperamos ver o link do filme em e-mails, em redes sociais, no Twitter. Para que cada vez que se faça uma busca, ele apareça", disse à Agência Lusa o diretor do Ceop, Jim Gamble.

Nos próximos dias, o responsável espera também que o filme seja citado nos sites Facebook, Myspace, Bebo, AOL e MSN.

O vídeo também estará disponível no YouTube, onde pode ser acessado no canal do Ceop (http://www.youtube.com/user/ceop#p/u/1/B7t0vT5nvNw).

"Queremos ver [o filme] nestes sites, que são, muitas vezes, demonizados por causa das poucas pessoas que os usam para maus fins, os poucos que vão à internet para aliciar crianças", disse.

Gamble quer "ver a indústria online celebrar o lado positivo da internet" e desafia estas empresas a mostrar que estão participando da "divulgação desta mensagem para conseguir o maior número de visualizações possível".

Criado em 2006, o Ceop é uma agência especializada no combate à exploração infantil na internet que já conseguiu descobrir e desbaratar 166 redes de pedofilia.

De acordo com números da Ceop, a agência já realizou 714 detenções e conseguiu salvar 346 crianças.

A grande vantagem da internet é que milhões de pessoas podem ajudar nesta iniciativa "simplesmente sentadas no computador pessoal em casa, no metrô ou num banco de jardim", explicou Gamble.

A novidade deste filme sobre Madeleine McCann é que se destina não ao público em geral, mas a uma pessoa "que sabe ou suspeita fortemente [do culpado] e provavelmente luta com a consciência".

Segundo Gamble, pode ser um familiar, amigo, vizinho ou colega do suposto seqüestrador da menina que ainda não falou por "amor, lealdade ou até medo".

Ele sabe quem é Madeleine e "é muito provável que use a internet para saber notícias da investigação".

A polícia britânica espera que este filme, que tem uma abordagem "inovadora", se torne uma "mensagem viral eletrônica" e se espalhe pelo mundo em poucos dias.

O agente, que esteve ligado ao combate ao terrorismo na Irlanda do Norte e ao crime organizado no Reino Unido, acredita que é improdutivo perder tempo discutindo as diferentes teorias sobre o desaparecimento de Madeleine: "A beleza [desta iniciativa] é que olha para frente, e não para trás".

O que é importante, acrescentou, é que "alguém esteve envolvido e alguém sabe". E saber a verdade é importante "para acabar com o sofrimento da família e proteger outras crianças".

Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes de completar quatro anos, em um complexo turístico na Praia da Luz, Portimão.

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