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03/11/2009 - 12h08

Premiê belga será presidente da UE, afirma imprensa local

Bruxelas, 3 nov (Lusa) - A imprensa belga afirmou nesta terça-feira que o primeiro-ministro do país, Herman van Rompuy, será indicado ao cargo de presidente da União Europeia (UE), assim que o Tratado de Lisboa entrar em vigor.

A notícia é manchete nesta terça-feira em jornais de língua neerlandesa e francesa, que confirmam a informação que circulava desde sexta-feira como rumor, entre os nomes considerados para o cargo.

O Le Soir, jornal de referência francófono, usa fontes diplomáticas para sustentar que "há um consenso à volta de seu nome, o que é raro" entre os 27 países-membros do bloco.

A seu favor, Van Rompuy conta com o fato de ser democrata-cristão, ou seja, de pertencer a uma força política que integra o grupo do Partido Popular Europeu, o que tem mais eurodeputados no Parlamento da UE.

O fato de ter conseguido apaziguar a Bélgica, após substituir Yves Leterme, que apresentou três vezes a renúncia depois de ficar seis meses sem conseguir formar governo, confirma sua capacidade de criar consensos.

Do ponto de vista belga, no entanto, a saída de Van Rompuy poderá mergulhar o país novamente em uma crise política, com o ressurgimento das discórdias entre representantes das comunidades flamenga - 60% dos cerca de dez milhões de habitantes - e francófona.

Questionado sobre uma eventual saída para assumir o cargo de presidente da UE, Van Rompuy citou o escritor norte-americano Mark Twain: "Os rumores sobre a minha morte (como primeiro-ministro) são manifestamente exagerados".

O Tribunal Constitucional da República Tcheca considerou nesta terça-feira que o Tratado de Lisboa está em conformidade com a lei fundamental do país, condição necessária para que seja ratificado.

Com esta decisão, o presidente tcheco, Vaclav Klaus, fica sem argumentos para adiar novamente a assinatura do acordo, necessária para concluir o processo de ratificação no país.

A presidência sueca do bloco deverá convocar, em breve, um Conselho Europeu extraordinário para decidir quem ocupa os novos cargos criados pelo Tratado de Lisboa: presidente da UE e alto representante para a Política Externa (equivalente a ministro das Relações Exteriores).

O grupo socialista europeu já anunciou que gostaria de ter um político de sua esfera no cargo de alto representante, que será vice-presidente da Comissão Europeia.

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