Macau, China, 3 nov (Lusa) - Uma mulher conhecida como a "madrinha" de um grupo mafioso da China foi condenada nesta terça-feira a 18 anos de prisão, na província de Sichuan, por gerir cassinos ilegais e subornar oficiais do governo junto com mais 21 pessoas.
As atividades ilegais renderam a Xie Caiping, 46 anos, mais de dois milhões de yuan (cerca de 200 mil euros), segundo revelou o tribunal.
O órgão judicial informa ainda, na sua página eletrônica, que os cassinos geridos por Xie ficavam com uma porcentagem das apostas ganhas pelos jogadores e contratavam pessoal para assumir a responsabilidade quando havia fiscalizações e para pagar subornos aos oficiais de justiça.
A líder do grupo mafioso do município de Chongqing, na província de Sichuan, é cunhada de um chefe da polícia, detido para investigação em agosto pelo Partido Comunista, sendo considerado o centro de uma extensa rede de proteção de gangues locais que opera há mais de uma década.
Junto com Xie foram também hoje condenados 21 outras pessoas da organização criminosa a penas entre um e 13 anos de prisão, mas o caso envolvia mais de 1500 suspeitos, entre membros de gangues, empresários e 14 responsáveis de departamentos oficiais.
O julgamento de Xie teve muito destaque ao longo dos últimos meses na imprensa local, que relatava histórias da "madrinha", revelando, por exemplo, que Xie mantinha 16 amantes.
Em Chongqing foram já condenados à morte seis membros de gangues por crimes que envolvem homicídio e extorsão, naquele que foi o primeiro julgamento de centenas de casos que aguardam chegar à sala de tribunal.