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03/11/2009 - 14h23

OMS apoia Cabo Verde na luta contra epidemia de dengue

Cidade da Praia, 2 nov (Lusa) - Cabo Verde está recebendo apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle da epidemia da dengue que já fez a primeira vítima mortal no arquipélago africano.

A primeira morte foi registrada num momento em que foram diagnosticados 18 casos de dengue hemorrágica - a forma mais grave da doença.

O ministério cabo-verdiano da Saúde contabilizou cerca de seis mil casos suspeitos, sendo que cerca de três mil apareceram só no último mês.

De acordo com o órgão, duas missões técnicas da OMS constituídas por especialistas das áreas de laboratório e epidemiologia encontram-se no país para ajudar as autoridades sanitárias na melhoria da capacidade de resposta.

Ainda com o apoio da OMS, o ministério já equipou o Hospital Agostinho Neto (estrutura que tem recebido mais casos de dengue) de condições para a realização de exames sorológicos da doença.

De acordo com o ministro cabo-verdiano da Saúde, Basílio Ramos, em breve o país terá condições para proceder à análise da biologia molecular, reduzindo o tempo de espera e a dependência do país em relação ao diagnóstico da doença.

Até agora, a confirmação dos casos de dengue dependiam da realização de análises laboratoriais no Instituto Pasteur de Dacar, no Senegal, única estrutura na região que faz esse tipo de diagnóstico.

As autoridades sanitárias cabo-verdianas afirmam que estão trabalhando para reduzir a mortalidade provocada pela dengue.

Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Maria de Lourdes Monteiro, a grande preocupação das estruturas de saúde é diminuir o número de mortos por dengue.

"Neste momento, do ponto de vista do setor, já chegamos à fase de tentar reduzir a mortalidade. Já a redução da propagação da doença depende de todos nós", disse.

De acordo com Monteiro, a doença é uma epidemia que começa com o período das chuvas. Por isso, prevê uma baixa da incidência do surto da dengue no final de novembro.

Essa baixa de incidência, alertou, não quer dizer que a luta contra as larvas e os mosquitos deva parar.

"A luta que estamos a levar a cabo, neste momento, deve continuar no mesmo nível de agressividade, até o próximo Verão, em que nós vamos fazer o teste sobre se conseguimos eliminar ou não a doença, porque (...) corremos o risco de ter outra epidemia se não formos capazes de eliminá-la", concluiu.

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