Lisboa, 3 nov (Lusa) - O primeiro-ministro português, José Sócrates, afirmou nesta terça-feira que a entrada em vigor do Tratado da União Europeia premia a aposta política que o governo luso fez para a sua concretização e recompensa o longo trabalho da diplomacia nacional.
José Sócrates falava em São Bento, na sequência do anúncio feito pelo presidente tcheco, Vaclav Klaus, de que assinou o Tratado de Lisboa, depois de o Tribunal Constitucional do seu país ter considerado o texto em conformidade com a Constituição.
"O Tratado de Lisboa foi uma das prioridades da presidência portuguesa da União Europeia em 2007. Batemo-nos por esse acordo político, foi uma negociação difícil e um árduo caminho, mas valeu a pena. A entrada em vigor do Tratado de Lisboa premia a aposta política que Portugal fez e recompensa o longo trabalho que a diplomacia portuguesa realizou durante a presidência", sustentou o primeiro-ministro.
Na sua declaração, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas, José Sócrates citou que, com a ratificação da República Tcheca, conclui-se o processo para a entrada em vigor do Tratado de Lisboa".
"Como português, como europeu e como primeiro-ministro é com orgulho que vejo o nome da nossa capital, Lisboa, associado ao novo tratado que vai reger os destinos da União Europeia. O Tratado de Lisboa abre um novo ciclo para a Europa e para o projeto europeu", sustentou o chefe do governo português.
Segundo Sócrates, a entrada em vigor do tratado "põe fim ao impasse institucional que a União Europeia viveu nos últimos anos".
"Teremos agora uma Europa com mais capacidade, uma Europa mais democrática, uma Europa com melhores condições para afirmar a sua voz, a sua presença e os seus valores no mundo global", defendeu também o primeiro-ministro português.
Para José Sócrates, Portugal "sempre se bateu por uma Europa mais forte", condição que disse ser essencial para se construir "um mundo melhor".
"O projeto europeu é sem dúvida um dos mais generosos, mais decisivos e mais importantes do nosso tempo. Orgulho-me da contribuição que o governo português pôde dar para a afirmação da Europa e para uma nova ambição do projeto europeu", salientou.