Pequim, 4 nov (Lusa) - Uma parente do Dalai Lama, Deying Drolma, filiou-se no Partido Comunista Chinês (PC chinês), anunciou nesta quarta-feira a agencia noticiosa oficial chinesa
Xinhua.
"Estou orgulhosa", disse Drolma, 35 anos, neta de um primo do exilado líder político e espiritual dos tibetanos.
Enfermeira do exército, ela prestou juramento como militante do PC em junho deste ano.
Drolma contou que quando o Dalai Lama fugiu para a Índia, há meio século, ele pediu à avó e à sua família para o acompanhar, mas ela recusou.
A nova militante contou também que a sua família mantém contato com um irmão do Dalai Lama residente em Hong Kong e que o seu pai até o visitou duas vezes na Índia, em 1989 e 1993.
O líder tibetano refugiou-se na vizinha Índia em 1959, depois de uma rebelião frustrada contra a administração chinesa no Tibete.
Nunca mais voltou ao Tibete e é visto pelas autoridades chinesas como "um separatista empenhado em dividir a China".
O Partido Comunista Chinês, no poder há 60 anos, tem cerca de 76 milhões de filiados, 21% dos quais são mulheres.