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04/11/2009 - 11h07

Fragata lusa navega para liderar missão da Otan na Somália

Lisboa, 4 nov (Lusa) - A fragata "Álvares Cabral" navega nesta quarta-feira no Mar Vermelho em direção à zona de combate à pirataria ao largo das costas da Somália, onde na próxima semana assumirá o comando da operação "Ocean Shield", da Otan.

A força naval em que segue o barco de guerra português, constituída por dois navios norte-americanos e um italiano, deixou terça-feira às 15 horas (12h em Lisboa) o Canal do Suez e navega agora para sul, no Mar Vermelho, devendo chegar à área de operações no domingo, segundo o comandante Santos Fernandes.

O porta-voz da Otan, que falava à Agência Lusa por telefone a bordo da "Álvares Cabral", que será o navio-chefe das operações, precisou que a cerimônia de transferência de responsabilidades no comando da "Ocean Shield" está marcada para segunda-feira.

O contra-almirante José Pereira da Cunha, que chefiará as operações da Otan entre 9 de novembro e 25 de janeiro, explicou terça-feira à Lusa que esta nova missão tentará complementar as ações militares com o envolvimento da comunidade marítima e dos países da área na prevenção e combate á pirataria.

Na sua perspectiva, a missão "Ocean Shield" tem por objetivos fundamentais "o conhecimento da situação marítima na área, e a continuação da construção desse conhecimento para operações futuras, bem como deter a capacidade de manobra dos clãs piratas, não só no Golfo de Áden, mas também na bacia da Somália".

Esta vasta área ao largo da costa leste somaliana, que se estende do Corno de África até às Ilhas Seichelles, é uma das zonas do planeta com maior tráfego marítimo e onde se têm verificado numerosos ataques de piratas a cargueiros e petroleiros.

Outro aspecto relevante da missão, frisou o contra-almirante José Pereira da Cunha, "será a coordenação e articulação integrada com todas as forças importantes na área e atores individuais, como a China, Rússia, Japão e Cingapura, que dispõem de meios na zona para contribuir para as operações".

Finalmente, destacou a importância do envolvimento da comunidade marítima na promoção de medidas de segurança tendentes a reduzir os incidentes de pirataria.

"A Otan está muito interessada no envolvimento das companhias de navegação e dos mestres dos navios mercantes no sentido de criarem medidas mais eficazes para reduzir os efeitos dos ataques de pirataria", afirmou.

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