Pequim, 6 nov (Lusa) ? O presidente chinês, Hu Jintao, disse nesta sexta-feira que "a China continua a defender o uso e exploração pacíficas do espaço", tentando aparentemente minimizar as recentes declarações do comandante da sua força aérea.
"Criar um seguro e harmonioso espaço aéreo tornou-se um desejo e um belo sonho partilhados pelo mundo inteiro", afirmou Hu Jintao num encontro com responsáveis militares de 35 países, entre os quais Portugal e Brasil.
Hu Jintao reafirmou também que "a política de Defesa da China é, por natureza, pacífica" e que o seu país "nunca procurará expandir-se militarmente, nem provocar uma corrida aos armamentos".
O encontro foi organizado no âmbito das celebrações do 60º aniversário da Força Aérea chinesa, que acontece até este final de semana com responsáveis militares de 35 países e cujo programa inclui um fórum sobre paz e desenvolvimento, intitulado "Céus Harmoniosos".
Portugal e Brasil estão representados pelos comandantes das suas forças aéreas, general Luís Araújo e tenente-brigadeiro Juniti Saito, respectivamente.
Numa entrevista difundida no início da semana pelos principais jornais do país, o comandante da Força Aérea chinesa, general Xu Qiliang, disse que a "superioridade no espaço e no ar significa, em certo sentido, superioridade sobre a terra e os oceanos".
"Como Força Aérea de um país amante da paz, temos de forjar as nossas espadas e escudos para proteger a paz", acrescentou.
As declarações de Xu Qiliang, que é também membro do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, foram interpretadas com uma viragem na habitual doutrina militar chinesa acerca do espaço extraterrestre.
A Força Aérea do Exército Popular da Libertação da China, o nome oficial das forças armadas chinesas, foi fundada em 11 de novembro de 1949.