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27/03/2006 - 19h59
Política econômica não mudará, afirma Mantega
Da Redação
Em São Paulo
Guido Mantega, novo ministro da Fazenda nomeado por Lula nesta segunda-feira após o afastamento de Antonio Palocci, fez pronunciamento no início da noite e enfatizou: "a política econômica não mudará".
"É uma grande honra para mim aceitar essa missão que o presidente Lula me atribui", afirmou o novo ministro em discurso.
 | | | Guido Mantega em pronunciamento após ser anunciado como novo ministro da Fazenda | Em seguida, Mantega afirmou por diversas vezes que não haverá mudanças na política econômica do governo. "Essa política econômica é a política econômica do presidente Lula, o presidente Lula é o fiador dessa política econômica", afirmou. Mantega disse ainda que esta é a política econômica mais "bem sucedida" nos últimos 20 anos no país e que a política econômica "está nos levando às portas de um novo ciclo de desenvolvimento".
O novo ministro da Fazenda afirmou ainda que o PIB do Brasil pode crescer de 4 a 4,5% neste ano e defendeu a manutenção do superávit primário [economia que o país faz para pagar juros]: "o superávit primário foi muito necessário para que a gente ganhasse credibilidade."
Questionado sobre a taxa de juros do Brasil, Mantega afirmou que "o governo estará fazendo todo o esforço para que os juros sejam reduzidos cada vez mais".
Mantega citou a "eficiência" de Palocci à frente da Fazenda e afirmou que não irá julgar a conduta do ex-ministro.
Sobre a reunião que teve com Lula nesta segunda-feira, Mantega afirmou que o presidente Lula está cercado de "fiéis auxiliares" e negou que Lula esteja "sozinho". "Evidentemente não deve ser agradável substituir o ministro da Fazenda, que é um cargo importante", disse o novo titular da Fazenda.
Questionado sobre a manutenção da equipe de trabalho, "considero a equipe da Fazenda muito eficiente, mas não descarto a possibilidade de fazer algumas mudanças"
No final do pronunciamento, o porta-voz da presidência, André Singer, afirmou que o presidente Lula ainda não decidiu quem ficará à frente da Caixa Econômica Federal --o então presidente, Jorge Mattoso, colocou o cargo à disposição nesta segunda após depor na Polícia Federal.

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