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27/03/2006 - 20h42
Funcionária de carreira é a nova presidente da Caixa
Da Redação
Em São Paulo
A diretora de assuntos estratégicos, Maria Fernanda Coelho, é a nova presidente da Caixa Econômica Federal. Ela substitui Jorge Mattoso, que pediu demissão na tarde desta segunda-feira (27/03) após depôr à Polícia Federal sobre a quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa.
Após depoimento na Polícia Federal sobre a divulgação de informações bancárias do caseiro Costa, pivô das denúncias que resultaram na queda do ministro da Fazenda Antonio Palocci, Mattoso foi indiciado por violação de sigilo bancário e de sigilo funcional.
Segundo a assessoria da PF, Mattoso afirmou ter entregue o extrato com as movimentações do caseiro no banco diretamente a Palocci. Durante o depoimento, Mattoso teria citado nominalmente Palocci duas vezes.
Veja a íntegra da nota de Mattoso:
"Na condição de Presidente da CAIXA, no pleno e legítimo exercício de minhas funções, tive acesso a informações sobre movimentação atípica em conta de cliente.
Cumprindo meus deveres funcionais e sem que isso de forma alguma representasse quebra indevida de sigilo, determinei, a propósito, a adoção das providências previstas na Lei n.º 9613/98, cujas disposições aplicam-se indistintamente a todas as instituições financeiras.
Assim agindo, na forma da lei acima mencionada, procurei fazer com que a informação chegasse regularmente ao COAF, órgão integrante da estrutura do Ministério da Fazenda e que detém competência legal para conhecer e analisar assuntos dessa natureza. Comuniquei, também, o fato à autoridade superior à qual a CAIXA encontra-se vinculada.
Não fui o responsável pelo vazamento da informação e estou convicto de que nenhum empregado da CAIXA deu causa à divulgação indevida, atuando nos estritos limites da legalidade.
Entretanto, diante das repercussões desse episódio, visando resguardar imagem institucional da CAIXA, entendi por bem colocar meu cargo à disposição do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, na certeza de que, ao final, tudo será devidamente esclarecido."
(Com Reuters e Folha Online)

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