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18/05/2006 - 12h08
CPI do Tráfico de Armas quer ouvir líder do PCC
Da Redação
O presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado Moroni Torgan (PFL-CE), afirmou nesta quinta-feira que a comissão deverá definir na próxima semana o local do depoimento do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola.
A audiência poderá ser realizada na Câmara ou na penitenciária de Presidente Bernardes (SP), onde ele cumpre pena. O requerimento de convocação de Marcola foi aprovado pela comissão no último dia 3.
Questionado sobre as condições de a Câmara receber o criminoso, o presidente da CPI respondeu que pessoas de alta periculosidade já foram ouvidas na Casa, como o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. "Mais do que condições para ouvi-lo, nós temos o dever. Precisamos mostrar à sociedade que estamos decididos a debelar o PCC", disse.
O anúncio foi feito antes da audiência pública que debaterá o uso de bloqueadores de celular em presídios. "Não podemos deixar que o celular seja uma arma do crime organizado, especialmente na área de logística", afirmou o deputado.
A audiência reúne o gerente-geral de Certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Francisco Giacomini; o superintendente de Radiofreqüência e Fiscalização da agência, Edilson Ribeiro dos Santos; e o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Maurício Kuehne.
Regulamentação da Anatel Ao chegar à reunião, Edilson Ribeiro dos Santos lembrou que há uma regulamentação da Anatel, de 2002, que estabelece critérios para as unidades prisionais interessadas em bloquear o uso de celulares. Segundo Santos, a resolução é atual, apesar de a tecnologia de celular ter avançado nos últimos anos. O superintendente da Anatel também destacou que as operadoras tem capacidade de cumprir uma obrigação legal de bloqueio em um prazo de 48 horas. Com informações da Agência Câmara |  |
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