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Pinochet está entre mortes emblemáticas de 2006

Da repentina morte da modelo de apenas 21 anos vítima da anorexia à esperada morte do ditador Augusto Pinochet, confira as biografias que entram para a memória em 2006

Divulgação/TV Globo

Bussunda

Cláudio Bessernan Vianna, o Bussunda, trouxe pitadas de inteligência e sarcasmo aos programas de humor da TV brasileira. Em 1988, começou a carreira como redator do "TV Pirata", que era exibido na TV Globo. No ano seguinte, começou a parceria com o "Planeta Diário", que deu origem ao "Casseta & Planeta". No programa global, ficou famoso por suas "interpretações" de famosos, como o presidente Lula e o atacante Ronaldo. Em Parsdorf, na Alemanha, de infarto, aos 43 anos.

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Divulgação

Joseph Barbera

Famoso desenhista de Hollywood, Joseph Barbera é o fundador do grupo que criou "Os Flintstones" e outros desenhos, como "Scooby-Doo" e "Os Jetsons", que marcaram a infância de gerações. Fez parceria com William Hanna (morto em 2001) e, juntos, criaram a dupla Hanna-Barbera.

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Divulgação

Jece Valadão

Sinônimo de "cafajeste", Jece Valadão (ou Gecy Valadão, seu nome verdadeiro) foi às telas inúmeras vezes na pele de personagens rudes e machões. "A única vez que fiz mocinho me arrependi amargamente. Todos os personagens que fiz não são mocinhos nem galãs", disse. Trabalhou em mais de cem filmes, como ator, diretor e produtor. Em São Paulo, de arritmia cardíaca, aos 76 anos.

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Divulgação

Gianfrancesco Guarnieri

Italiano de Milão, Gianfracesco Guarnieri traduziu em inúmeras novelas o papel do imigrante italiano em São Paulo - "Esperança" (2002) e "Terra Nostra" (1999) são algumas delas. Autor de mais de 25 textos, entre eles musicais, como "Arena Conta Zumbi" (1965) e "Arena Conta Tiradentes" (1965), Guarnieri obteve sucesso com uma peça que escreveu com apenas 21 anos de idade: "Eles Não Usam Black-Tie", que estreou em 1958 no mitológico Teatro de Arena. Em São Paulo, de complicações geradas por insuficiência renal crônica, aos 71 anos.

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Chris von Almen - 14.jun.2003/Folha Imagem

Ariclê Perez

Atriz de teatro e de televisão, Ariclê Perez morreu quando se despedia de seu último personagem da TV, a mãe de Juscelino Kubitschek na minissérie "JK". A atriz, que iniciou sua carreira em 1967 nos palcos, fez uma série de novelas na Rede Globo, entre elas "Anjo Mau" (1997), "Salsa e Merengue" (1996), "Felicidade" (1991) e "Meu Bem, Meu Mal" (1990). Foi casada com o diretor Flávio Rangel (1934-88), nome importante do Grupo Opinião e do TBC. É autora da peça "Criador e Criatura". No cinema, seu último filme foi "Quanto Vale ou É por Quilo?" (2005). Em São Paulo, de queda da janela de seu prédio, aos 62 anos.

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Hiroto Yshioka/Divulgação

Raul Cortez

A ausência de sangue italiano correndo nas veias nunca foi problema para Raul Cortez interpretar com maestria "carcamanos" na TV. "Ser paulista é estar um pouco com o pé na Itália. É o país que mais gosto de visitar, juntamente com Espanha e Portugal", disse à revista "Comunità Italiana" em 1999. A trajetória do ator também foi intensa no teatro e no cinema: nos palcos, foi vencedor por cinco vezes do prêmio Molière, e, no cinema, participou de longas como "Lavoura Arcaica" (2001) e "O Outro Lado da Rua" (2004). Em São Paulo, de câncer, aos 73 anos.

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Divulgação

Braguinha

Conhecido também como João de Barro, o compositor e cantor carioca Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha, foi compositor de mais de 500 canções, muitas das quais marchinhas carnavalescas que entraram para a história. "Carinhoso" (em parceria com Pixinguinha) e "Chiquita Bacana" são algumas das canções do compositor, que também fez trilhas infantis. No Rio de Janeiro, de falência múltipla dos órgãos, aos 99 anos.

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EFE

Carequinha

As palhaçadas de George Savalla Gomes, o Carequinha, marcaram a infância de muita gente nas décadas de 1950 e 1960. Ele foi i primeiro palhaço a ter um programa, o "Circo Bombril", o qual comandou por 16 anos na TV Tupi. Multimídia, Carequinha também fez rir no rádio, no cinema e em 27 LPs (o antecessor do CD) e 184 compactos. No Rio de Janeiro, de infarto, aos 90 anos.

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Reuters

James Brown

Quem é que nunca cantarolou o refrão de "I Got You (I Feel Good)"? O imortalizador da canção, o cantor James Brown, era conhecido, não por acaso, como "Senhor Dinamite", misturando em canções cheias de energia o gospel ao rhythm and blues e soul. James Brown também influenciou o surgimento de estilos como o rap, o funk e a música disco. Em Atlanta, de causas não reveladas, aos 73 anos.

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Reuters

Robert Altman

Produtor, diretor e roteirista de cinema, Robert Altman era um dos últimos defensores da contracultura em Hollywood. O cineasta começou sua carreira como documentarista antes de sua estréia no cinema em 1957. Na carreira, o diretor acumulou mais de 80 filmes como diretor, 39 como produtor e 37 como roteirista. Alguns de seus longas mais notáveis foram "Nashville" (1975), "O Jogador" (1992), e "Assassinato em Gosford Park" (2001) --indicados ao Oscar de melhor direção. Em 2006, recebeu uma estatueta pelo conjunto da obra. Em Los Angeles, de câncer, aos 81 anos.

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Marco Aurélio Rezende/Folha Imagem

Sivuca

Instrumentista, arranjador e compositor paraibano, Severino Dias de Oliveira, Sivuca, teve uma carreira próspera. Em seus mais de 60 anos de vida profissional, o instrumentista, compositor e arranjador gravou diversos discos. Entre seus sucessos estão também "João e Maria" (com Chico Buarque), "Adeus Maria", "Feira de Mangaio" e "Reunião de Tristeza". Em João Pessoa, de câncer de laringe, aos 76 anos.

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Arquivo Folha Imagem

Telê Santana

Bem-sucedido dentro e fora dos gramados, Telê Santana conquistou a torcida do Fluminense como jogador, na década de 1950, e marcou a memória de outros tricolores, como treinador do São Paulo nos anos 90. Nos mais de quarenta anos de carreira, o mineiro de Itabirito colecionou ainda feitos como a conquista do primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, como técnico do Atlético Mineiro, e dois Mundiais pelo São Paulo. Por onde passou, o "mestre" também deixou como herança um futebol bonito, técnico e vistoso. Em Belo Horizonte, de falência múltipla dos órgãos, aos 74 anos.

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AFP - 1960

Puskas

Com sua perna considerada uma das melhores canhotas do mundo, Ferenc Puskas mostrou ao mundo um impressionante futebol com sotaque húngaro. Maior jogador húngaro de todos os tempos e um dos maiores da história do futebol, Puskas foi ícone de dois times que estão entre os maiores esquadrões da história: a Hungria dos anos 50 e o Real Madrid da década seguinte. Em 1995, a Federação Internacional de História e Estatística de Futebol proclamou o ex-jogador como o maior artilheiro do século 20: foram 512 gols em 528 jogos. Em Budapeste, de falência cardiovascular e respiratória, aos 79 anos.

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Marcos Peron - 05.jul.2000/Folha Imagem

Nabi Abi Chedid

Do Bragantino à CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Nabi Abi Chedid deixou rastros de polêmica como dirigente esportivo. Nabi ganhou espaço no futebol a partir de 1958, no clube de Bragança Paulista, em que foi diretor e presidente. Chefiou a Federação Paulista de Futebol no início dos anos 80 e chegou a vice-presidente da CBF em 1986, após uma confusa eleição. Na Assembléia Legislativa de SP, Nabi cumpriu dez mandatos como deputado estadual, pelo PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Em São Paulo, de câncer no pulmão, aos 74 anos.

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Beto Barata - 05.dez.2000/Folha Imagem

Eduardo Viana

Presidente da Federação Estadual de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) durante mais de 20 anos, Eduardo Vianna, o Caixa D'água, foi acusado de corrupção e desvio de dinheiro dos caixas do futebol carioca. Também era suspeito de favorecer o Americano, seu time de coração. Chegou até a ser afastado do cargo na Ferj pela Justiça, mas acabou reconduzido. No Rio de Janeiro, de infarto, aos 67 anos.

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Sergio Lima - 14.mai.2002/Folha Imagem

Ramez Tebet

Prefeito de Três Lagoas (MS), vice-governador e governador do Estado e senador, Ramez Tebet teve uma larga trajetória política. Advogado, formado pela Faculdade de Direito da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), cumpria seu segundo mandato como senador pelo PMDB e ficaria na Casa até o fim de 2011. Durante o velório, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o senador "um político com 'P' maiúsculo". Em Campo Grande (MS), de câncer no fígado, aos 70 anos.

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Ana Ottoni - 11.ago.2004/Folha Imagem

Miguel Reale

Conhecido como o "pai" do novo Código Civil brasileiro, o jurista Miguel Reale foi secretário de Justiça do Estado de São Paulo por duas vezes --nos anos 40 e 60-- e também reitor da USP (Universidade de São Paulo) em 1949 e 1969. Atualmente, era doutor honoris causa de 15 universidades no Brasil e no exterior, onde recebeu variados prêmios e condecorações. Em São Paulo, de infarto, aos 95 anos.

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EFE

Gerald Ford

Gerald Ford foi o único presidente dos Estados Unidos a ocupar o cargo sem ter sido eleito para presidente nem para vice. Ford era vice de Richard Nixon, que renunciou em agosto de 1974, após as acusações de praticar escutas ilegais contra adversários políticos, no escândalo conhecido como Watergate. Um mês após assumir a Presidência, Ford concedeu um perdão para todos os crimes cometidos pelo seu antecessor. Muitos analistas acreditam que o gesto tenha sido decisivo para a derrota de Ford nas eleições de 1976. O republicano perdeu para o democrata Jimmy Carter. Em Rancho Mirage, California, de causas não divulgadas, aos 93 anos.

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Reuters - set.1974

Pinochet

No domingo 10 de dezembro, as ruas de Santiago, capital do Chile, se dividiram: de um lado, milhares de pessoas comemoravam e dançavam; de outro, outras tantas choravam e se consolavam com a morte do ditador Augusto Pinochet. Ditador do país entre 1973 e 1990, sob sua batuta mais de 3.000 pessoas foram mortas pela polícia secreta chilena. No momento de sua morte, ainda pesavam contra ele processos por seqüestro, tortura, desaparecimento, além de evasão de divisas e uso de passaportes falsos. Em Santiago, de ataque cardíaco, aos 91 anos.

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Luiz Carlos Murauskas - 14.dez.2001/Folha Imagem

Coronel Ubiratan

Comandante do massacre que matou 111 presos no extinto Carandiru, em São Paulo, o coronel Ubiratan Guimarães morreu assassinado por sua namorada, Carla Cepolina, segundo apontaram investigações da Promotoria do Estado. O deputado nunca foi preso pela operação que resultou no massacre. Ele chegou a ser condenado, em 2001, a 632 anos de prisão pelas mortes de 102 presos e por cinco tentativas de homicídio, num julgamento em primeira instância. Mas, em fevereiro de 2006, o julgamento foi anulado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça e o coronel, absolvido. Neste ano, o coronel concorria à reeleição para deputado estadual, usando o emblemático número 14 111. Em São Paulo, assassinado, aos 63 anos.

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Divulgação

Ana Carolina Reston

A modelo Ana Carolina Reston Macan alimentava-se apenas de maçã e tomate pouco antes de morrer, vítima de anorexia nervosa (doença em que o paciente se acha gordo mesmo pesando pouco e cultiva uma obsessão por magreza), pesando apenas 40 kg em 1,74 m de altura. A morte de Carolina abriu mais uma vez o debate sobre a magreza excessiva das modelos e a ditadura da moda. Em São Paulo, de anorexia, aos 21 anos. /p>

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Lula Marques - 17.mai.2005/Folha Imagem

D. Luciano Mendes de Almeida

Dom Luciano Mendes de Almeida, natural do Rio, foi presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de 1987 a 1994, além de secretário-geral de 1979 a 1987. Foi vice-presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano) de 1995 a 1998. Ultimamente, era arcebispo de Mariana (MG). Em São Paulo, de falência múltipla de órgãos, aos 75 anos.

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AFP - 9.mai.2002

Milton Friedman

Vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1976 por suas descobertas nos campos de análise de consumo, teoria monetária e suas demonstrações sobre a complexidade da política de estabilização econômica, Milton Friedman é considerado o criador da escola monetarista. Friedman também é conhecido pela sua defesa liberal da não-intervencao do Estado na economia. Em São Francisco, de ataque cardíaco, aos 94 anos.

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Telê, Miguel Reale, Bussunda... as mortes que marcaram o ano