Pavarotti está entre mortes emblemáticas do ano
O mundo das artes sofreu grandes perdas em 2007. Luciano Pavarotti, Ingmar Bergman, Marcel Marceau e Paulo Autran são algumas das biografias que entram para a história. Confira!
Momofuku Ando
Momofuku Ando, inventor do macarrão instantâneo, morreu em 5 de janeiro, aos 96 anos, no Japão, em decorrência de uma crise cardíaca. O "rei dos macarrões" fundou a empresa de alimentos Nissin Food em 1948, em um Japão devastado pela guerra. Sua invenção foi consagrada mundialmente, e consumida até em missões espaciais. Segundo o próprio, a idéia de criar o produto surgiu pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, quando viu uma longa fila de gente esperando para conseguir comer sopa de macarrão.
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Alice Coltrane
A viúva do famoso saxofonista John Coltrane morreu em 12 de janeiro, aos 69 anos, em Los Angeles, nos EUA, de falência respiratória. Alice estudou música clássica e teve lições de piano dadas por Bud Powell, um dos maiores nomes do jazz mundial. Começou a atuar como intérprete de jazz em Detroit com o seu próprio trio e em dueto com Terry Pollard. Alice ficou conhecida por introduzir a harpa nesse estilo musical. Na década de 1970, converteu-se ao hinduísmo e adotou o nome de Swamini Turiyasangitananda. Foi uma devota seguidora do guru indiano Sathya Sai Baba.
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Sidney Sheldon
O escritor norte-americano virou sinônimo de best-seller: vendeu mais de 300 milhões de livros e transformou-se no escritor mais traduzido do mundo, com obras publicadas em 50 idiomas e vendidas em 108 países. Ganhou um Oscar, um Tony e um prêmio Edgar Allan Poe de literatura de suspense, além de outros reconhecimentos. Também fez 250 roteiros para televisão, 25 filmes e seis peças para a Broadway. Morreu aos 89 anos, em Rancho Mirage, na Califórnia (EUA), de complicações de uma pneumonia. Em 2006 publicou o último livro, autobiográfico, "O Outro Lado de Mim: Memórias".
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Anna Nicole Smith
Após desmaiar em um quarto de hotel da Flórida, a ex-modelo da Playboy norte-americana Anna Nicole Smith morreu em 8 de fevereiro, aos 39 anos. A perícia concluiu que ela morreu de overdose acidental de drogas. Vickie Lynn Hogan, seu nome real, cresceu no Texas e conheceu o bilionário do petróleo J. Howard Marshall quando dançava numa casa de strip-tease de Houston. Casaram-se em 1994 - ela com 26 anos, ele com 89. Anna Nicole levou à Suprema Corte a luta para herdar a fortuna do marido, estimada em US$ 1,2 bilhão. Além de modelo, a americana também atuou em filmes, como "Na Roda da Fortuna" e "Corra que a Polícia Vem Aí 33 1/3".
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Boris Ieltsin
Boris Nikoláievitch Ieltsin governou a Rússia de 1991 a 1999 e foi o primeiro presidente russo da era pós-comunismo, além de ter sido também o primeiro a ser eleito democraticamente. Morreu aos 76 anos no dia 23 de abril. Sua morte aconteceu em Moscou, na Rússia, em decorrência de problemas cardíacos. Em uma polêmica autobiografia, reconheceu que dirigiu a Rússia, em alguns momentos, sob efeito de bebidas alcoólicas. Em 1999, Ieltsin surpreendeu o mundo ao anunciar que estava abandonando o cargo, e propôs como seu sucessor o atual presidente, Vladimir Putin, eleito em março de 2000.
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Nair Belo
A atriz morreu aos 75 anos, em São Paulo, no dia 17 de abril, após passar cinco meses internada. Ela sofreu parada cardíaca em um salão de beleza da capital paulista em novembro de 2006, e desde então passou seus últimos dias no hospital. Iniciou a carreira como locutora e comediante de rádio, aos 18 anos de idade. Também estrelou peças de teatro e filmes, mas o sucesso foi alcançado na televisão. Em mais de 50 anos de carreira, sua última personagem foi Dona Santinha, do programa "Zorra Total", da Globo.
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Mstislav Rostropovich
O violoncelista, regente e compositor russo morreu em 27 de abril, em Moscou (Rússia), aos 80 anos. É apontado como o maior violoncelista do século 20 e uma das figuras culturais mais amadas de seu país. Rostropovich lutou por uma arte sem fronteiras, pela liberdade de expressão e pelos valores democráticos, tendo sido reprimido pelo regime soviético comunista. Em 1974, teve que fugir da então URSS devido à sua defesa intransigente dos direitos humanos e apoio a dissidentes. Em 1978, acabaria por ver a sua cidadania revogada devido à sua oposição ao regime. Apenas conseguiu regressar 16 anos depois, quando Mikhail Gorbachov assumiu o poder.
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Octávio Frias
Foi um dos protagonistas da modernização da mídia brasileira na segunda metade do século 20. Depois de atuar no serviço público e nos ramos financeiro e imobiliário, em 1962 Frias adquiriu a Folha de S. Paulo e, em algumas décadas, levou o jornal a se tornar o maior do país, além de um dos mais influentes meios de comunicação brasileiros. Frias continuava a receber visitantes, supervisionar as empresas e emendar pessoalmente os editoriais da Folha até ser hospitalizado em 2006, após um queda doméstica, que lhe custou uma cirurgia para retirada de uma hematoma craniano. Sua atuação na imprensa foi marcada pela independência em relação a governos e grupos econômicos, assim como pela pluralidade das visões que abrigou em seus veículos de informação. O publisher do Grupo Folha morreu em 29 de abril, em São Paulo, aos 94 anos de idade.
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Maria Lenk
Considerada a pioneira da natação brasileira, Maria Lenk morreu em 16 de abril, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A atleta passou mal enquanto treinava no Clube de Regatas do Flamengo. Ao chegar ao hospital, teve parada cardiorrespiratória e não resistiu. Ela se tornou a primeira mulher do país a integrar uma delegação olímpica, nos Jogos de Los Angeles, em 1932, quando tinha apenas 17 anos. Ainda hoje a nadadora detém recordes mundiais em provas de nado peito, na categoria master. Maria Lenk entrou para o Hall da Fama da Fina (Federação Internacional de Natação) em 1988, e foi homenageada com o "Top Ten" da Federação por ser uma das dez melhores atletas masters de natação no mundo.
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Enéas Carneiro
Enéas Carneiro, ex-deputado federal pelo PR (Partido da República), morreu em 6 de maio no Rio de Janeiro, vítima de leucemia (tipo de câncer que atinge o sangue). O político tinha 68 anos e fazia tratamento quimioterápico. Formado em medicina, Enéas foi candidato a presidente em 1989 e 1994, eleito deputado federal em 2002 com o maior número de votos na história do país (1,74 milhão), e reeleito deputado federal para a atual legislatura com a quarta maior votação no Estado de São Paulo, atingindo 386.905 votos. Natural do Acre, o político ficou conhecido pelo famoso bordão que encerrava seus 15 segundos no programa eleitoral de rádio e TV: "Meu nome é Enéas".
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Herval Rossano
O diretor de TV morreu em sua casa, na capital paulista, enquanto dormia, em 9 de maio. Tinha 72 anos, era casado com a atriz Mayara Magri e deixou quatro filhos. Rossano dedicou sua carreira principalmente à televisão, participando da direção de novelas de época como "A Escrava Isaura" (em suas duas versões, em 1976 e 2004), "Cabocla" (1979), "A Sucessora" (1978), "Maria, Maria" (1978), "A Moreninha" (1975) e "Dona Beija" (1986). Como diretor da Globo, também esteve à frente dos programas "Você Decide" e "Vídeo Show".
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Durval Ferreira
O músico, compositor e produtor Durval Ferreira morreu no dia 17 de junho, aos 72 anos, na cidade do Rio de Janeiro, vítima de um câncer. Ferreira foi co-autor de clássicos da bossa nova, como "Estamos Aí" e "Tristeza de Nós Dois". Ele passou as últimas três décadas produzindo discos comerciais. Mesmo sendo figura onipresente no cenário musical brasileiro, lançou seu primeiro disco solo, "Batida Diferente", apenas no ano de 2004. Foi responsável por lançar cantoras populares como Joanna e Sandra de Sá no mercado de música nacional.
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Antônio Carlos Magalhães
ACM entrou para a política após liderar movimentos estudantis na Bahia. Elegeu-se deputado estadual em 1954, três vezes deputado federal (1958, 1962 e 1966), prefeito de Salvador em 1967, três vezes governador da Bahia (1971, 1979 e 1991), e duas vezes senador (1994 e 2002). Foi um dos mais influentes nomes do cenário político brasileiro nas últimas quatro décadas, e manteve-se como força atuante em governos de diferentes matizes ideológicos. Sua força política na Bahia começou a declinar em 2006, quando assistiu ao aliado Paulo Souto perder um novo período à frente do governo estadual baiano, ainda no primeiro turno, para o petista Jaques Wagner. O senador do DEM-BA morreu em 20 de julho, aos 79 anos, em São Paulo. Ele tinha diabetes, além de problemas cardíacos e renais.
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Ingmar Bergman
Bergman produziu 54 filmes, 126 peças teatrais e 39 peças de rádio, além de programas para TV. Filmes como "Morangos Silvestres", "Cenas de um Casamento" e "Fanny e Alexander", vencedor de quatro Oscars, estão entre seu legado. Sua vida pessoal também foi perseguida pelos holofotes: casou-se cinco vezes, com mulheres bonitas e talentosas, e teve relacionamento com suas principais atrizes. É considerado o maior nome do cinema de toda a história. O cineasta sueco, que ficou conhecido pelos filmes sombrios sobre questões existenciais -como a mortalidade, solidão e fé- morreu em 30 de julho, aos 89 anos, na ilha de Faro, no mar Báltico.
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Michelangelo Antonioni
O cineasta italiano, que ficou famoso por longas como "Zabriskie Point" e "Blow Up - Depois Daquele Beijo", morreu em Ferrara, na Itália, no dia 30 de julho, aos 94 anos. Começou a carreira como crítico de cinema, na década de 30. Seu primeiro longa-metragem foi "Crimes da Alma" ("Cronaca di un Amore"), em 1950. Michelangelo Antonioni recebeu duas indicações para o Oscar (direção e roteiro) por "Blow Up", e foi premiado com um Oscar honorário pelo conjunto da obra no ano de 1995. Alguns críticos afirmam que Antonioni inventou uma linguagem própria de cinema, totalmente original.
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Pedro de Lara
Aos 82 anos, o ex-jurado do programa de Sílvio Santos e humorista Pedro de Lara morreu em 13 de setembro, no Rio de Janeiro, vítima de um câncer na próstata. Pernambucano, ficou famoso na TV por seu jeito turrão e por usar flores grandes e coloridas para compor o visual. Era também radialista, escritor, astrólogo e cantor, além de integrar o elenco de pornochanchadas nos anos 70 e 80.
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Marcel Marceau
O mímico mais famoso do mundo morreu aos 84 anos, no dia 22 de setembro, em Paris (França). Marceau iniciou sua carreira nos anos 40, e é considerado o responsável pelo renascimento da mímica, que estava em decadência desde o fim do cinema mudo. Em 1947, criou Bip, o palhaço de rosto branco, chapéu e malha listrada, personagem que o acompanhou durante toda a carreira. Marceau foi Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas para o Envelhecimento e recebeu uma grande quantidade de prêmios, inclusive o Deburau (1948), bem como dois Emmy por seus programas de TV.
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Colin McRae
O piloto escocês de rali Colin McRae morreu em 15 de setembro, aos 39 anos de idade, em um acidente de helicóptero próximo à sua residência em Lanarkshire, na Grã-Bretanha. McRae venceu o Campeonato Mundial de Rali em 1995 com um carro da marca Subaru, e transformou-se no primeiro britânico a conquistar esse campeonato. O piloto ainda ficou em segundo lugar em 1996, 1997 e 2001. Entre os fãs de games, Colin McRae é lembrado por assinar uma famosa série de rali, da produtora Codemasters.
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Lois Maxwell
A atriz que interpretou por 14 vezes a lendária secretária Miss Moneypenny, da antiga leva de filmes sobre James Bond (agente 007), morreu em 30 de setembro, na Austrália, aos 80 anos de idade. A primeira vez que Lois Maxwell apareceu nas telas foi ao lado de Sean Connery, em “007 - Contra o satânico Dr. No”, em 1962; já a última foi em 1985, com Roger Moore, em “007 - Na mira dos assassinos”. Lois, que era natural do Canadá, ganhou um Globo de Ouro de atriz revelação no fim dos anos de 1940.
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Luciano Pavarotti
O tenor estreou em La Bohème, de Puccini, em Reggio Emilia, na Itália, no ano de 1961. A fama veio quando interpretou Toni, em La Fille du Regiment, de Domenico Gaetano Maria Donizetti, no Metropolitan Opera, em Nova York (EUA), na década de 1960. Com Plácido Domingo e José Carreras formou os Três Tenores, trio que se apresentou em mais de 34 concertos de 1990 a 2003. Pavarotti cantou ao lado de grandes nomes do rock e do pop internacional, como U2, Celine Dion, Sting, Mariah Carey e Lionel Ritchie. Dono de uma das maiores fortunas do mundo e de uma abundante discografia, o tenor sempre defendeu causas humanitárias. O italiano de 71 anos morreu no dia 6 de setembro em sua casa, em Modena (Itália), vítima de um câncer pancreático.
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Karlheinz Stockhausen
Considerado um dos compositores mais importantes da segunda metade do século passado, Karlheinz Stockhausen morreu aos 79 anos, na cidade de Kuerten (oeste da Alemanha), no dia 7 de dezembro. Foi autor de 362 obras, das quais destaca-se o Quarteto de Cordas com Helicópteros (Helikopter-Streichquartett), que é executado precisamente com o que o nome indica: um quarteto de cordas e quatro helicópteros. Miles Davis, Charles Mingus, Frank Zappa, Björk, Aphex Twin, Beatles e Pink Floyd apontaram Stockhausen como uma das suas influências. Numa rara declaração pública, comparou os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos a uma grandiosa obra de arte, causando polêmica.
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Roberto Dias
Roberto Dias Branco é um dos maiores ídolos do São Paulo Futebol Clube. Já foi considerado o melhor zagueiro do Brasil por Pelé. Porém, nem mesmo o elogio do ‘Rei’ fez com que Roberto Dias fosse convocado para uma Copa do Mundo. O jogador iniciou sua carreira no São Paulo, em junho de 1961, e permaneceu no clube até setembro de 1973. Na equipe tricolor, o zagueiro conquistou os títulos estaduais dos anos de 1970 e 1971. Morreu aos 64 anos devido a uma parada cardiorrespiratória, no dia 26 de setembro.
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Débora Kerr
A atriz escocesa morreu em 16 de outubro, em Suffolk, Inglaterra. Tinha 86 anos e sofria de Mal de Parkinson. Debora Kerr virou um ícone dos anos 50 ao protagonizar, ao lado de Burt Lancaster, cenas de adultério no filme “A Um Passo da Eternidade". Ela estreou no cinema aos 20 anos de idade, na versão da peça "Major Bárbara", realizada por Gabriel Pascal, em 1941. Aos 30, a atriz já atuava em Hollywood, e, entre 1950 e 1951, fez dois grandes sucessos da época - "As Minas do Rei Salomão" e "Quo Vadis?".
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Paulo Autran
O ator morreu em São Paulo no dia 12 de outubro, aos 85 anos de idade. Ele sofria de câncer de pulmão e enfisema pulmonar. Carioca, Paulo mudou-se para São Paulo ainda jovem para estudar direito no Largo São Francisco. Atuou em cinema, televisão e teatro, tendo em seu currículo mais de 90 peças e personagens de novelas como "Pai Herói" (1979), "Sassaricando" (1987) e "Guerra dos Sexos" (1983). O ator pediu que fosse divulgado que o cigarro causou sua morte.
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Maurice Béjart
O coreógrafo e bailarino francês morreu em 22 de novembro, aos 80 anos de idade, na Suíça. Com as mais de 100 peças que criou, ele revolucionou o balé clássico e figura entre os mais importantes coreógrafos de todo o mundo. Depois de uma formação clássica em Londres e em Paris, Béjart assinou sua primeira coreografia em 1952 para o filme sueco "L'oiseau de feu" (O pássaro de fogo), em que ele é o primeiro intérprete. Mesmo confinado à cadeira de rodas no fim da vida, devido a uma severa doença nos quadris, Béjart trabalhou até dias antes de sua internação com o seu Béjart Ballet Lausanne, que dirigia desde 1987.
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Norman Mailer
O escritor norte-americano é considerado um dos grandes nomes da literatura do século 20. São de sua autoria 39 livros, entre eles 11 romances. Ao lado de Truman Capote e Tom Wolf, o escritor renovou o jornalismo norte-americano, criando o gênero conhecido como ‘jornalismo literário’. Entre suas obras mais famosas estão "Os Nus e os Mortos", "Os Exércitos da Noite" e "O Fantasma da Prostituta", além de ensaios e peças de teatro. Morreu no dia 10 de novembro, aos 84 anos, de insuficiência renal, em Nova York (EUA).
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Rafael Sperafico
O piloto brasileiro de 27 anos morreu no dia 9 de dezembro após sofrer um grave acidente na etapa de São Paulo da Stock Car Light, no autódromo de Interlagos. Ele teve traumatismo craniano e parada cardiorrespiratória. Rafael era primo dos gêmeos Rodrigo e Ricardo Sperafico, ambos pilotos da Stock Car. Em 2000, o piloto participou da Barber Dodge, nos Estados. Em 2003, Rafael disputou o Campeonato Europeu de Fórmula 3.000 e, no final da temporada, decidiu abandonar as pistas para dedicar-se aos estudos. No ano passado retornou ao automobilismo, quando disputou a Super Clio, e este ano passou a competir na Stock Car Light.
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Ryan Gracie
O lutador de jiu-jítsu de 33 anos morreu no dia 15 de dezembro, na carceragem onde estava preso, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. Transtornado e portando uma faca, Ryan roubou um carro e tentou roubar outro carro e uma moto no dia anterior à sua morte, no bairro do Itaim, zona sul da capital paulista. Foi preso em flagrante. Exames comprovaram que o lutador tinha consumido cocaína, maconha e um remédio contra ansiedade (Frontal). Considerado o 'bad boy' da família Gracie, Ryan venceu cinco vezes o Pride, um dos mais importantes torneios de arte marcial do mundo.
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Marcio Montarroyos
O trompetista de 59 anos morreu no dia 12 de dezembro, de câncer, na cidade do Rio de Janeiro. Em mais de 40 anos de carreira, o músico tocou com estrelas nacionais, como Milton Nascimento e Tom Jobim, e grandes nomes da música internacional, como Stevie Wonder e Carlos Santana. Montarroyos é considerado um dos principais expoentes da música instrumental brasileira, tendo gravado mais de 10 discos, sendo a maioria deles durante sua carreira solo.
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Norton Nascimento
Nascido em Belém, no Pará, o ator estreou na TV na novela "Os Imigrantes", em 1981. Entre outros trabalhos, participou das novelas "Fera Ferida" (1993), "A Próxima Vítima" (1995) e "A Padroeira" (2001), da Rede Globo. Norton morreu aos 45 anos, no dia 21 de dezembro, vítima de falência cardíaca secundária por quadro infeccioso pulmonar. Seu último trabalho na TV foi na novela "Maria Esperança" (2007), do SBT, na qual interpretou o personagem Nocaute.
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Dom Aloísio Lorscheider
O arcebispo emérito de Aparecida, em São Paulo, morreu em 23 de dezembro, aos 83 anos de idade, vítima de "falência múltipla dos órgãos", como conseqüência de um acidente vascular cerebral sofrido no dia 11 de dezembro. Em 1978, na sucessão de Paulo VI, o nome do brasileiro foi um dos mais mencionados para ocupar o Pontificado, que no final recaiu sobre o cardeal italiano Albino Luciani (João Paulo I). O cardeal é lembrado pela luta contra o regime militar, que esteve à frente do poder no Brasil entre 1964 e 1985.
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Oscar Peterson
Peterson começou sua carreira em 1943, e tornou-se o primeiro músico negro de uma orquestra de baile popular na metrópole de Québec, no Canadá. Roy Eldridge, Stan Getz, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Joe Pass, Ben Webster, Louis Armstrong e Lester Young estão entre os numerosos artistas com os quais trabalhou durante mais de 50 anos de carreira. O pianista e compositor de jazz canadense morreu no dia 23 de dezembro, vítima de complicações renais, em sua casa em Toronto, no Canadá, aos 82 anos.
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Benazir Bhutto
A ex-premiê paquistanesa morreu em 27 de dezembro, aos 54 anos, após ser ferida por disparos a bala durante uma manifestação de que participava, em Rawalpindi, cidade próxima a Islamabad (Paquistão). Tiros atingiram seu peito e seu pescoço. Em seguida, um suicida explodiu uma bomba, matando ao menos outras 16 pessoas. Benazir se exilou do país por oito anos (1999 a 2007), após ser condenada por corrupção. Voltou ao Paquistão em outubro deste ano, após uma aliança com o general Pervez Musharraf, ditador paquistanês. No dia de seu retorno, mais de 140 pessoas morreram em um atentado, que tinha como principal objetivo matá-la.
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