GAZA (Reuters) - O grupo militante islâmico Hamas prometeu "100 retaliações" como vingança pelo assassinato promovido por Israel do líder da organização Abdel-Aziz al-Rantissi, ocorrido neste sábado.
"Nós declaramos estado de alerta e prontidão em todas as nossas células combatentes... até que 100 retaliações, que vão tremer a entidade criminosa, sejam completadas", afirmou o braço militar do Hamas, Izz al-Deen al-Qassam, em comunicado.
Rantissi, 56, foi morto após um helicóptero do exército de Israel ter disparado mísseis contra o veículo em que estava, na Faixa de Gaza. Ele havia se tornado um dos dois principais dirigentes do Hamas quando Israel matou o líder espiritual do grupo, xeque Ahmed Yassin, em 22 de março, em Gaza.
O ataque israelense foi condenado pela União Européia e pelo governo britânico, que consideraram a ação militar como ilegal e perigosa.
Nos Estados Unidos, a Casa Branca divulgou comunicado afirmando estar "muito preocupada" com a paz e a estabilidade no Oriente Médio. Pouco antes, um porta-voz do Departamento de Estado norte-americano pediu para Israel considerar as consequências de suas ações. Ele negou que o governo dos EUA tenha autorizado o assassinato, como afirmam importantes membros da autoridade palestina.