WASHINGTON (Reuters) - O secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, afirmou na sexta-feira que não vai renunciar "simplesmente porque as pessoas estão tentando fazer disso uma questão política". A declaração foi uma resposta ao pedido de alguns democratas para que ele deixasse o cargo devido ao escândalo de abuso de prisioneiros no Iraque.
O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, pediu a Rumsfeld, durante a audiência no comitê do Senado para as Forças Armadas, para que respondesse àqueles que vêm pedindo sua saída do cargo.
"A pergunta-chave é ... se eu posso ou não ser eficaz", afirmou Rumsfeld. "Não é preciso dizer que, se eu não me sentisse eficaz, renunciaria no mesmo minuto. Eu não me demitiria simplesmente porque as pessoas tentam fazer disso uma questão política", afirmou.
Rumsfeld disse ainda que não seria uma má idéia derrubar a prisão de Abu Ghraib, na periferia de Bagdá, palco do escândalo de abuso de prisioneiros iraquianos.
"Há pessoas falando sobre a prisão de Abu Ghraib e sua destruição. Certamente, isso é algo que a Coalizão, o Conselho de Governo e ... o governo de transição do Iraque, que vai assumir no dia 30 de junho, vão avaliar e decidir", disse Rumsfeld, durante o depoimento no Congresso.
"Francamente, do meu ponto de vista, não é uma idéia ruim, mas acho que os iraquianos é quem devem decidir", afirmou.