Por Alan Wheatley
CINGAPURA (Reuters) - Vilarejos pesqueiros foram destruídos e rentáveis resorts ficaram arrasados, mas os custos econômicos das gigantes ondas sísmicas que atingiram a costa do sul da Ásia serão muito menores do que os humanos.
A economia do Sri Lanka será a mais afetada e a indústria turística da Tailândia terá que novamente se recuperar, após sofrer abalos com um surto de Sars e com tensão política no país.
Mas, de modo geral, as economias e os mercados da Ásia devem sofrer no máximo um breve golpe pelo desastre, no qual ao menos 16 mil pessoas morreram. O maior terremoto do mundo em 40 anos criou no domingo uma espécie de parede de água no oceano Índico.
"Vejo algum impacto de curto prazo deste evento, mas não estamos prestes a cortar taxas de crescimento por isso", afirmou Lian Chia Liang, economista do JP Morgan Chase em Cingapura.
Segundo ele, o custo para reconstruir hotéis destruídos e a infra-estrutura pode prejudicar os ganhos com o turismo nos próximos meses.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que está pronto para ajudar de qualquer maneira que possa.
"Pretendo dar qualquer assistência possível que o FMI possa dar para ajudar o sul da Ásia a lidar com as consequências do terremoto e enchentes deste fim de semana", afirmou Rodrigo Rato, diretor-gerente do órgão.
Para Song Seng Wun, economista da GK Goh, em Cingapura "será mais uma história de tragédia humana do que de custos econômicos".
Arjuna Mahendran, economista-chefe e estrategista do Credit Suisse em Cingapura, observou que as bolsas asiáticas são dominadas por bancos e empresas manufatureiras ligadas a exportações, os quais serão pouco afetados pela catástrofe.
Mas Mahendran disse também que o desastre abalará a economia do Sri Lanka por um ano e poderá também provocar crescimento negativo no próximo trimestre.