Por Dan Eaton e Jeff Franks
BANDA ACEH, Indonésia (Reuters) - A Indonésia prometeu punir com rigor qualquer um flagrado explorando o desastre do tsunami e desviando fundos para enriquecimento próprio.
A corrupção uniu-se aos ataques de separatistas e às tensões religiosas em uma lista de possíveis problemas que podem complicar os esforços de ajuda para as vítimas de Aceh, a região da Indonésia onde morreram dois terços das 158 mil pessoas que perderam a vida nas ondas gigantescas de 26 de dezembro.
No Sri Lanka, segundo a polícia, as crianças continuam a correr grandes perigos. As forças de segurança contaram ter prendido um homem de 60 anos que tentou vender seus netos deixados órfãos para dois estrangeiros. Os meninos, oferecidos por 500 dólares cada um, tinham 7 e 9 anos.
A Índia permitiu pela primeira vez a entrada de uma agência de ajuda internacional nas ilhas de Andaman e Nicobar, muitas das quais sempre estiveram fechadas para estrangeiros. O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) desembarcou no local para vacinar as crianças da cadeia de ilhas, duramente atingida pelo tsunami.
Segundo o ministro do Bem-Estar Social da Indonésia, Alwi Shihab, que coordena os esforços de ajuda em Aceh, o presidente do país, Susilo Bambang, havia determinado a adoção de medidas rígidas para evitar casos de corrupção.
"Ele advertiu aqueles que pretendam fazer qualquer coisa de que serão severamente punidos", disse à Reuters.
Governos de todo o mundo prometeram 5,5 bilhões de dólares em ajuda, enquanto empresas e particulares disseram que enviariam ao menos mais 2 bilhões de dólares a áreas atingidas.
Madonna, Stevie Wonder, Eric Clapton e Elton John estão entre alguns dos astros da música pop que pretendem realizar mais um show beneficente para as vítimas do tsunami.
O Clube de Paris, um grupo de países credores que se reúne na quarta-feira, deve aprovar um plano para as nações atingidas pelo tsunami suspendendo o pagamento de dívidas.
As ondas gigantes mataram 106.500 pessoas na Indonésia, 30 mil no Sri Lanka, 15 mil na Índia e mais de 5.000 na Tailândia, onde grande parte das vítimas era de turistas estrangeiros.