Por Charles Abbott
WASHINGTON (Reuters) - Os EUA diminuíram recentemente o número das inspeções em produtos agrícolas realizadas em portos e aeroportos, revelou um relatório divulgado na quarta-feira por uma comissão do Congresso que investiga como proteger o país contra o agroterrorismo.
A maior ameaça ao setor agropecuário norte-americano seria a introdução intencional da febre aftosa no país, uma doença altamente contagiosa e controlada tradicionalmente por meio do sacrifício dos animais doentes.
Especialistas também mencionaram outras doenças como a gripe aviária, que provocou o abate de milhões de aves na Ásia, e a ferrugem da soja, disse o relatório divulgado pela Agência de Responsabilidade Governamental (GAO), um órgão não-partidário do Congresso.
No documento, a GAO disse que as inspeções sobre os alimentos importados, hoje a cargo do Departamento de Segurança Interna, caíram 8 por cento no ano fiscal de 2004 em comparação com as inspeções de 2002, quando o Departamento de Agricultura comandava o setor.
O Departamento de Segurança Interna afirmou à GAO que pretende contratar mais 500 inspetores agrícolas.
Várias autoridades do governo norte-americano entrevistadas pela agência disseram que as chances de um ataque terrorista contra o suprimento de alimentos do país são muito pequenas e que o impacto seria principalmente econômico.
A GAO, de toda forma, recomendou que o Departamento de Agricultura baixe uma portaria exigindo que os veterinários do país tenham treinamento para reconhecer os sintomas das doenças que podem ser introduzidas a partir do exterior.
O órgão também recomendou que o departamento tenha um estoque de vacinas para as principais doenças. No momento, não há nenhum estoque do tipo.