LONDRES (Reuters) - A polícia britânica informou neste sábado que o homem morto por ela na sexta-feira em uma estação de metrô em Londres não tinha relação com os ataques a bomba na cidade.
"Estamos agora certos de que ele não tinha relação com os incidentes de quinta-feira, 21 de julho de 2005", afirmou a polícia em uma nota.
"Para alguém perder a vida em tais circunstâncias é uma tragédia e uma da qual a polícia metropolitana se arrepende", disse a polícia.
Na busca por quatro homens que tentaram atacar o sistema de transporte de Londres na quinta-feira -- duas semanas depois dos atentados que mataram pelo menos 52 pessoas -- a polícia matou um homem a tiros porque ele se recusava a obedecer ordens de parar de correr.
A morte do homem com cinco tiros na cabeça diante de passageiros chocados gerou especulações de que a polícia britânica, tradicionalmente desarmada, tinha mudado radicalmente.
"O homem surgiu em um bloco de flats na área de Stockwell que estava sob vigilância policial em parte das investigações sobre os incidentes de quinta-feira, 21 de julho."
"Ele foi então seguido por autoridades de vigilância até a estação do metrô. As roupas e o comportamento aumentaram as suspeitas", afirmou a nota.
Grupos muçulmanos já tinham condenado o incidente e expressaram consternação com a notícia da inocência da vítima.
"Dar licença para as pessoas atirarem e matarem desse jeito, com base em suspeitas, é muito assustador", disse Azzam Tamimim, da Associação Muçulmana da Grã-Bretanha na televisão BBC.
O ex-comandante da Scotland Yard John O'Connor afirmou que se tratava de "um incidente chocante".
"Acho que as consequências podem ser mais graves se ele for um jovem muçulmano."