SÃO PAULO (Reuters) - O PL pediu nesta quarta-feira à direção da Câmara a cassação de seis deputados do PTB por quebra de decoro parlamentar. Eles teriam envolvimento com os pagamentos do empresário Marcos Valério de Souza, apontado como principal operador do suposto esquema do "mensalão".
"Todos, do ponto de vista do Partido Liberal, devem explicações ao Poder Legislativo", diz nota à imprensa do PL.
Na representação, o PL acusa quatro deputados --Alex Canziani (PR), Joaquim Francisco (PE), Neuton Lima (SP) e Sandro Matos (RJ)-- de terem tido os gastos da campanha municipal de 2004 pagos com dinheiro do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.
Os outros dois deputados atingidos pelo PL são Romeu Queiroz (MG) e Francisco Gonçalves Fillho (MG). O primeiro, segundo o PL, por constar da lista de pagamentos efetuados pela diretora financeira da agência SMPB, Simone Vasconcelos, e o segundo por ter declarado que viu mala com dinheiro no plenário da Câmara dos Deputados.
O PL afirma que a informação sobre os pagamentos aos deputados Canziani, Francisco, Lima e Matos, que foram candidatos a prefeito no ano passado, são do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do "mensalão", suposto pagamento pelo PT a parlamentares da base aliada.
"O presidente (Severino Cavalcanti) deve despachar logo, embora não haja prazo para isso", disse um assessor da Mesa Diretora da Câmara.
Por ser um pedido de partido político, a representação seguirá para o Conselho de Ética, sem precisar passar pela Corregedoria da Câmara.
Procurado pela Reuters, o presidente do PTB, Flavio Martinez, informou por meio de um assessor que estava analisando as questões jurídicas do pedido realizado pelo PL e só depois se manifestaria.
Na terça-feira, o PTB pediu a cassação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto (apesar de sua renúncia na segunda-feira), do líder do PL, Sandro Mabel (GO) (PL-GO), e do ex-ministro José Dirceu (PT-SP).
(Por Carmen Munari)
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