(Reuters) - Homens armados pró-Chechênia entraram em uma escola em Beslan, na Rússia, há um ano, fazendo mais de 1.200 reféns -- crianças, professores e pais -- no primeiro dia do ano escolar.
Confira os principais fatos sobre a tragédia que se seguiu ao cerco à escola:
-- O grupo rebelde, que os investigadores afirmaram contar com 30 pessoas no local, foi até a pequena cidade nas regiões muçulmanas da Chechênia e Inguchétia, no dia 1o. de setembro de 2004, tendo passado por algumas das estradas mais bem patrulhadas da Rússia.
-- Os homens armados mataram a maioria dos homens que capturaram na escola Número 1 e jogaram seus corpos pelas janelas. Eles agruparam as mulheres e crianças no ginásio de esportes, onde os reféns ficaram sentados e rodeados por explosivos.
-- Os rebeldes afirmaram que iriam libertar os reféns se as tropas russas se retirassem da Chechênia. Autoridades russas se recusaram a atender as exigências ou divulgá-las.
-- O impasse acabou em uma sangrenta ação no dia 3 de setembro, após uma explosão no ginásio, que continua sem explicação. Um total de 331 pessoas -- 186 delas crianças -- morreram devido à explosão e ao tiroteio e fogo decorrentes do incidente.
-- Nenhuma autoridade importante foi punida por não conseguir evitar a tragédia. Um checheno, Nurpashi Kulayev, sobreviveu ao cerco e está sendo julgado por terrorismo na cidade próxima de Vladikavkaz. Ele nega a acusação, dizendo que foi sequestrado pelo grupo rebelde e que estava na escola contra sua vontade.
(Por Oliver Bullough, em Beslan)