BRASÍLIA (Reuters) - O ex-gerente administrativo do restaurante Fiorella, localizado no 10º andar do Anexo 4 da Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira à Polícia Federal que o empresário Sebastião Buani pagou propina ao presidente da Casa, deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), para garantir a concessão do estabelecimento.
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| Izeilton Carvalho de Souza chega para depor à Polícia Federal |
"Sou funcionário do Buani há três anos e durante esse tempo tive acesso a documentos nos quais consta o pagamento de propinas e a ligação dele (Buani) com o presidente da Casa, Severino Cavalcanti", disse Izeilton Carvalho de Souza a jornalistas, após depor na PF, em Brasília.
Segundo ele, os pagamentos foram feitos mensalmente entre março e novembro de 2003 pela diretora financeira do restaurante, Gizele Buani, filha do proprietário. Os valores, segundo Souza, cerca de R$ 10 mil, eram deixados em envelopes na primeira secretaria da Câmara, em espécie ou cheques.
Souza disse ainda que Buani também teria pago R$ 20 mil para o deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE) pela mesma questão.
As declarações de Souza repetem informações da reportagem da revista Veja desta semana, da qual ele foi uma das fontes.
Nesta terça-feira, a edição online da Veja divulgou um suposto documento assinado por Severino em abril de 2002 prorrogando a concessão do restaurante até janeiro de 2005. Segundo a revista, a autenticidade do documento foi avaliada por um perito.
Severino, que está em Nova York, vem negando as denúncias desde sexta-feira.
Os partidos da oposição PFL, PSDB, PPS, PDT e PV, que na segunda-feira pediram o afastamento de Severino do cargo, reúnem-se esta noite para avaliar os próximos passos a ser tomados diantes das novas informações.
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