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 Internacional

15/01/2006 - 11h07
Eleição presidencial na Finlândia pode ter segundo turno

Por Rex Merrifield

HELSINKI (Reuters) - Os finlandeses votaram no domingo na eleição presidencial que deve dar um segundo mandato a Tarja Halonen, recompensando a primeira presidente mulher da Finlândia pelo seu senso comum e promessas de preservar o estado de bem estar social.

Halonen esteve bem à frente durante a campanha por mais um mandato de seis anos, mas as últimas pesquisas de opinião mostraram que ela pode ter que enfrentar um teste final em duas semanas.

Halonen, de 62 anos, é apoiada pelos sociais democratas, por uma aliança de esquerda e pela maior federação sindicalista da Finlândia.

Ela tinha 52 por cento de apoio entre eleitores decididos antes da eleição, mais de 30 pontos à frente de seus rivais.

Mas as pesquisas agora mostram que quase um terço dos eleitores estão indecisos, o que pode levar a eleição a um segundo turno.

Halonen provavelmente enfrentaria o conservador ex-ministro das Finanças, Sauli Niinisto, ou o primeiro ministro Matti Vanhanen, cujo Partido Central lidera a coalizão de governo.

Cerca de 4,3 milhões de pessoas têm o direito de votar. Não haverá pesquisas de boca de urna, mas os resultados são esperados para o final da noite de domingo.

Na Finlândia, presidentes decidem sobre política externa em cooperação com o governo e é comandante-chefe das forças armadas, mas as reformas que entraram em vigor durante o mandato de Halonen tiraram grande parte do poder sobre a política interna.

As relações com a União Européia, à qual a Finlândia se juntou em 1995, são em grande parte tratadas pelo primeiro ministro.

"PRESIDENTE PARA TODOS"

A eleição ocorre exatamente um século depois que as mulheres na Finlândia ganharam o direito de votar e de concorrer a cargos políticos.

Ex-ministra com formação em Direito, Halonen era mãe solteira quando foi eleita. Ela se diz uma mulher do povo e "presidente para todos" na nação de 5,3 milhões de pessoas. Seu mandato coincidiu com uma boa fase econômica na Finlândia, sede da maior fabricante mundial de aparelhos celulares, a Nokia.

Apesar do desemprego estar na casa de oito por cento, a política se transformou desde que uma grande depressão seguiu-se ao colapso da União Soviética no início dos anos 90 e hoje o país é considerado um dos mais competitivos do mundo, de acordo com a Fórum Econômico Mundial.

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