JERUSALÉM (Reuters) - Israel declarou formalmente nesta segunda-feira que o conflito do ano passado com o grupo guerrilheiro Hezbollah no Líbano foi uma guerra, mas que está buscando um nome para o confronto de 34 dias.
Um comitê ministerial decidiu sobre a designação e seu chefe disse que um nome será escolhido dentro de uma semana em consultas com um comitê em separado estabelecido pelo ministro da Defesa, Amir Peretz.
A maioria dos israelenses referem-se a luta em julho e agosto passados como a "Segunda Guerra do Líbano" --que eclodiu 24 anos depois que Israel combateu a Organização para Libertação da Palestina (OLP) no Líbano.
Mas Yaacov Edri, membro do gabinete que comanda o comitê ministerial, disse que o nome não funcionará porque o conflito de 1982 foi nomeada como uma "operação" e não uma guerra.
"Eu acho que "A Guera do Norte" seria um nome apropriado", disse ele ao Canal 10 da televisão.
Os libaneses usualmemte referem-se ao conflito como a "Guerra de Julho". O Hezbollah chama-a de "A Divina Vitória".
Autoridades israelenses começaram a procura por um nome por causa de um pedido das famílias de alguns dos 117 soldados israelenses e 41 civis mortos nos combates. Alguns dos parentes acreditam que a inscrição "guerra" em suas lápides seria um tributo adequado.
Cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, foram mortas no Líbano, disseram autoridades libanesas. Por volta de 270 militantes do Hezbollah, 15 atiradores, 35 soldados e policiais libaneses e cinco pessoas das forças de paz da Oraganização das Nações Unidas (ONU) estão entre os mortos.
(Por Jeffrey Heller)
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