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16/04/2007 - 18h17
Mortos chegam a 33 em universidade nos EUA, diz polícia
WASHINGTON - Trinta e três pessoas foram mortas a tiros nesta segunda-feira, incluindo o suspeito de ser o autor dos disparos, em um tiroteio na Universidade Virginia Tech, disse Charles Steger, presidente da instituição.
O ataque foi o pior em um campus na história dos Estados Unidos.
Steger disse a jornalistas que 15 pessoas ficaram feridas no tiroteio e que o atirador ainda não havia sido identificado. "Essa é uma tragédia de proporções monumentais", afirmou.
O chefe de polícia do campus disse que policiais viram os disparos em uma área do campus na manhã desta segunda-feira como um incidente isolado e, por isso, a escola não foi fechada. Mais tarde, houve mais disparos.
Ele acrescentou ainda que o atirador se matou.
O presidente dos EUA, George W. Bush, disse que o incidente "chocou e entristeceu" a nação.
Ele ofereceu ajuda governamental após o ataque. "As escolas deveriam ser lugares de segurança e santuário do aprendizado. Quando esse santuário é violado, o impacto é sentido em todas as salas de aula americanas e em todas as comunidades americanas", disse Bush.
"Hoje nossa nação sofre com aqueles que perderam seus entes queridos na Virginia Tech", declarou o presidente, sobre o mais mortal tiroteio em um campus na história dos Estados Unidos.
O número de mortos foi pior do que o de um massacre na Universidade do Texas, em Austin, no dia 1o de agosto de 1966, quando o atirador Charles Whitman matou 15 pessoas, incluindo sua mãe e mulher na noite anterior, e deixou 31 outros feridos.
O primeiro tiroteio na Virginia Tech, uma universidade estadual conhecida por seu currículo de ciências e engenharia, foi informado à polícia do campus por volta das 7h15 (8h15, no horário de Brasília), no West Ambler Johnston Hall, um dormitório com cerca de 900 alunos. Em seguida houve mais tiroteio em outro prédio do campus, Norris Hall, disse Steger.
Os feridos foram levados a hospitais na região, completou ele.
A Virginia Tech, com 26 mil alunos, fica a 390 km de Washington. O campus ficou fechado por um dia em agosto passado devido a uma busca por outro homem armado, noticiou a CNN.
"Sentimos apenas choque e raiva por aqui no momento", disse a aluna Elizabeth Stewart à CNN.
A universidade já tinha enviado um email cancelando as aulas após o primeiro tiroteio quando os alunos ouviram mais tiros, disse outra aluna, Laura Spaventa, à CNN.
As aulas foram canceladas na segunda e terça-feiras.

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