UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS

 

30/04/2007 - 08h20
Cientistas e governos estudam combate a mudanças climáticas

Por David Fogarty

BANGCOC (Reuters) - Depois de dois relatórios sombrios da Organização das Nações Unidas sobre o aquecimento global, cientistas e governos começaram a estudar nesta segunda-feira como combater as mudanças climáticas, e grupos ambientalistas dizem que o mundo tem como cortar as emissões a custos baixos.

Especialistas estão reunidos em Bangcoc para revisar o último relatório da ONU e divulgarão na sexta-feira um rascunho das propostas de soluções.

O esboço do relatório adverte que o tempo para medidas baratas está acabando, por causa do crescimento das emissões dos gases causadores do efeito estufa.

Este é o terceiro estudo feito neste ano pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC).

"A ciência certamente fornece muitos motivos para agirmos", disse a repórteres Rajendra Pachauri, presidente do IPCC.

Ao ser questionado sobre como o IPCC transformará o relatório em ação governamental, ele disse: "O IPCC não tem músculos, tem massa cinzenta. O músculo terá de vir de algum outro lugar.."

Os principais poluidores, como Estados Unidos, China e Arábia Saudita, grande produtora de petróleo, deverão tentar enfraquecer o relatório, atentos a linguagem que estabelece metas para cortes de emissões ou ameaça suas indústrias de petróleo e gás.

O painel climático da ONU emitiu seu primeiro relatório em fevereiro, dizendo que pelo menos 90 por cento da culpa pelo aquecimento pode ser atribuída aos humanos. O segundo, em abril, advertiu para o perigo de mais secas, fome, ondas de calor e elevação dos níveis do mar.

Grupos ambientalistas dizem que acabou o tempo para contestações dos governos.

"O importante é que, o que quer que seja decidido aqui, não pode mais ser ignorado que a mudança climática está ocorrendo com força. Está ocorrendo muito mais rápido. Temos mais soluções do que antes e não é tão caro como algumas pessoas querem que acreditemos", disse Stephan Singer, chefe da Unidade de Política de Mudança Climática do WWF.

SOLUÇÕES

O relatório estima que a estabilização das emissões nocivas custarão entre 0,2 por cento e 3,0 por cento do produto interno bruto mundial até 2030, dependendo da rigidez dos cortes.

Em alguns cenários, os PIBs podem ter até mesmo alguns pequenos estímulos, frente à diminuição da poluição e dos danos à saúde causados pela queima de combustíveis fósseis, apontada como a principal causa do aquecimento.

Grande parte do relatório apóia as conclusões do ex-economista chefe do Banco Mundial Nicholas Stern, que estimou no ano passado que os custos da ação imediata para conter o aquecimento seriam de cerca de um por cento da produção global -- de 5 por cento a 20 por cento se o mundo adiasse a ação.

Foram propostas mais de 1.000 emendas ao sumário de 24 páginas para os formuladores de políticas. Alguns países reclamam que há muito jargão científico, o que dificulta a compreensão.

O relatório apresenta soluções como capturar e enterrar emissões de usinas de carvão, mudança para energias renováveis, como solar e eólica, mais uso de energia nuclear, iluminação mais eficiente e isolamento de prédios.

Mas afirma que as temperaturas subirão pelo mentos entre 2 e 2,4 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, mesmo com as medidas de cortes. A União Européia afirma que a elevação de 2 graus pode significar mudanças "perigosas" para o sistema climático.

O relatório faz uma análise dos níveis de estabilização dos gases causadores do efeito estufa no futuro.

(Reportagem adicional de Darren Schuettler e Ed Cropley)

ÍNDICE DE ÚLTIMAS NOTÍCIAS   IMPRIMIR   ENVIE POR E-MAIL

Folha Online
MEC vai pedir explicações à Uniban sobre expulsão de aluna
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Ministra diz que expulsão de aluna é demonstração de intolerância
UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA