Por Jeffrey Heller
JERUSALÉM (Reuters) - Um inquérito de Israel sobre a guerra no Líbano deve criticar fortemente o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, por promover uma campanha contra as milícias do Hezbollah na ano passado, porém não pedirá a sua renúncia. A publicação de descobertas deste período pela Comissão Winograd, indicada pelo governo, às 17h locais (11 horas em Brasília) foi precedida no fim de semana por informações da imprensa de Israel afirmando que Olmert seria censurado pela decisão "apressada e mal-orientada" de ir à guerra.
O Hezbollah disparou 4 mil foguetes contra Israel durante a guerra, enviando um milhão de pessoas a abrigos em ataques cuja maior potência bélica do Oriente Médio não pôde deter. O índice de aprovação de Olmert caiu para apenas um dígito nas pesquisas de opinião desde então.
Auxiliares do primeiro-ministro disseram que ele não tinha intenção de renunciar e, de acordo com o que a televisão e a imprensa israelense classificaram como vazamento de informação do relatório, os cinco membros da comissão não o instarão a deixar o cargo.
Olmert planejava uma sessão especial e estratégica com os ministros de seu partido no gabinete após a divulgação do relatório. Autoridades do partido disseram que Olmert e os ministros discutiriam uma resposta única ao resultados da investigação.
"O primeiro-ministro indicou o comitê. Ele respeita as recomendações do comitê", disse a porta-voz de Olmert, Miri Eisin.
A insatisfação pública com Olmert provavelmente irá aumentar caso as descobertas oficiais sejam graves e podem diminuir seu campo de ação para negociar a paz com os palestinos, incentivada pelos Estados Unidos.
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