UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS

 Internacional

30/04/2007 - 13h19
Inquérito israelense sobre guerra do Líbano critica Olmert

Por Jeffrey Heller

JERUSALÉM (Reuters) - A comissão israelense de inquérito sobre a guerra do Líbano teceu críticas contundentes ao primeiro-ministro Ehud Olmert num relatório interino divulgado na segunda-feira que lançou dúvidas sobre o futuro político do líder impopular.

De acordo com um trecho do relatório lido em canais de TV israelenses, a comissão Winograd, criada pelo governo, concluiu que Olmert não contava com um "plano bem processado" quando lançou a campanha aérea, terrestre e marítima de julho passado, depois de guerrilheiros do Hizbollah terem sequestrado dois soldados numa incursão em território de Israel.

A comissão criticou o que qualificou como falhas graves de julgamento de Olmert ao partir para a guerra. Quando o presidente da comissão fez uma declaração sobre o relatório numa coletiva de imprensa, não ficou imediatamente claro se o relatório inclui uma recomendação de renúncia de Olmert.

Em declarações transmitidas ao receber uma cópia das conclusões da comissão, Olmert disse: "Vamos estudar o material ... e assegurar que, em qualquer cenário futuro de ameaça contra Israel, as dificuldades e falhas citadas sejam corrigidas".

Olmert disse que o conflito, que durou 34 dias, melhorou a segurança de Israel, por afastar o Hezbollah, apoiado pelo Irã e a Síria, de seus redutos na fronteira e fortalecer uma força de manutenção de paz da ONU no sul do Líbano.

Assessores de Olmert disseram, antes da divulgação do relatório interino, que o premiê não tem intenção de renunciar e vai lutar por sua sobrevivência política.

Sondagens de opinião indicam que seu índice de aprovação caiu para menos de 10 por cento depois da guerra inconclusiva, e o diálogo lançado pelos EUA entre Olmert e o presidente palestino moderado Mahmoud Abbas vem mostrando poucos resultados.

O Hezbollah disparou 4.000 foguetes contra Israel durante os combates, obrigando 1 milhão de israelenses a refugiar-se em abrigos, o que representou um golpe para a força militar mais poderosa do Oriente Médio. Israel enviou aviões de guerra para bombardear o sul de Beirute, uma região que é reduto do Hezbollah.

Formada por dois juristas, dois generais da reserva e um especialista em política pública, a comissão não pediu em seu relatório a renúncia de Olmert ou seu ministro da Defesa, Amir Peretz, que também foi fortemente criticado.

Mas parece provável que aumente a pressão pública exercida sobre Olmert, líder do partido centrista Kadima, e Peretz, líder do Partido Trabalhista de centro-esquerda, para que renunciem.

Está sendo planejada para quinta-feira em Tel Aviv uma manifestação pedindo a renúncia de Olmert e seu governo. O ato público está sendo organizado por um general aposentado, reservistas militares que combateram na guerra e pais de soldados mortos no conflito.

ÍNDICE DE ÚLTIMAS NOTÍCIAS  IMPRIMIR  ENVIE POR E-MAIL

Folha Online
Bovespa fecha em alta e registra maior valor do ano
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Confira a resolução comentada
da primeira fase da Fuvest 2010

UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA