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18/06/2007 - 17h53
Alunos retomam aulas suspensas há 30 dias por violência no Rio

Da redação
No Rio de Janeiro

Depois de mais de um mês sem aulas, devido aos constantes tiroteios entre policiais e traficantes, cerca de 4 mil alunos voltaram à escola nesta segunda-feira no Complexo do Alemão, onde a polícia realiza ações desde o início de maio.

As salas foram improvisadas para receber os 4 mil alunos das escolas do conjunto de favelas do Alemão, que estão fechadas desde o início das operações da polícia, no dia 2 de maio. As aulas, distribuídas em quatro turnos de duas horas para atender à demanda, foram retomadas no Ciep (Centro Integrado de Educação Pública) Gregório Bezerra, no bairro da Penha, na zona norte.

"Não podíamos mais ficar parados. Os alunos estavam ficando desestimulados", disse a professora Márcia Soares.

Apesar da preocupação com a segurança dos alunos, a polícia afirmou que estão fora da linha de tiro dos traficantes e que a área está sendo vigiada.

A iniciativa provisória de volta às atividades escolares, recebeu críticas também pela retomada parcial das aulas. "Acho que é impossível não haver um prejuízo sério na qualidade da educação dessas crianças. As condições não são boas, já que estão colocando 4 mil crianças num local onde cabem 500, e o turno será só de duas horas, com isso o ano letivo fica muito prejudicado", disse à Reuters o deputado estadual, Alessandro Molon (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Desde o início das operações da Polícia Militar (PM) no conjunto de favelas do Alemão, 23 pessoas morreram e quase 70 ficaram feridas.

Na semana passada, o comandante-geral da PM do Rio de Janeiro, coronel Ubiratan Angelo, foi recebido a tiros durante uma visita ao local para negociar com pais e alunos a retomada das aulas. No domingo, o engenheiro Ailton Lopes, de 53 anos, foi morto após ser atingido por uma bala perdida quando abastecia o carro num posto de gasolina, a cerca de 2 quilômetros do local de conflito.

A operação, deflagrada depois da morte de dois policiais em 1o de maio, vem recebendo reforço de homens da Força Nacional de Segurança, que passaram a ajudar no controle dos acessos ao conjunto de favelas.

"Qualquer área onde houver criminosos armados o Estado vai agir... A repressão vai continuar, não vai arrefecer. Ali é uma área em que o Estado não se fazia presente há muito tempo", disse a jornalistas o Secretário Nacional de Segurança, Luiz Ferando Correa.

A atuação da FNS no Estado, prevista para os Jogos Pan-Americanos, foi antecipada a pedido do governo estadual, para ajudar no combate à violência no Estado. O governo do Rio pediu, informalmente, que as tropas federais permaneçam mesmo após o fim dos Jogos.

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