Por Katherine Baldwin
LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, propôs na terça-feira conferir ao Parlamento a prerrogativa de autorizar o país a entrar em guerra e afirmou que deseja abrir mão de outros poderes atribuídos tradicionalmente ao chefe de governo.
As medidas visam também melhorar a imagem do governo trabalhista e dos políticos britânicos, abalados por acusações de irregularidade e pela decisão do antecessor de Brown no cargo, Tony Blair, de dar apoio à invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos.
Brown afirmou desejar que o Parlamento realize audiências como as que ocorrem nos EUA a respeito do preenchimento de cargos importantes e que assuma o poder, atualmente detido pelo premiê, de ratificar tratados internacionais.
"As mudanças propostas hoje e o debate nacional que iniciamos agora se baseiam na convicção de que a melhor resposta para a decepção com a nossa democracia é fortalecer nossa democracia", disse Brown em seu primeiro discurso no Parlamento desde que sucedeu Blair, na quarta-feira da semana passada.
O novo dirigente propôs limitar ou tirar do premiê poderes mantidos há séculos pelo chefe de governo. Esses poderes dizem respeito a 12 áreas e incluiriam o de declarar a guerra, de dissolver ou convocar o Parlamento e de nomear juízes e bispos.
O premiê sugeriu que os novos membros da Comissão Monetária do Banco da Inglaterra, entre os quais o presidente do banco central, sejam submetidos a um processo parlamentar de verificação por meio de audiências.
Brown também prometeu realizar consultas sobre uma carta de direitos civis para a Grã-Bretanha e sobre uma diminuição da idade mínima para ser eleitor.
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