Por Fernanda Ezabella
SÃO PAULO (Reuters) - O acidente com um avião da TAM com 176 passageiros nesta terça-feira, provavelmente o pior da história da aviação brasileira, aconteceu após uma série de derrapagens que o aeroporto de Congonhas vinha registrando no último ano, em meio a reformas e caos aéreo em todo o país.
Logo na véspera, um avião da companhia aérea Pantanal, que vinha de Araçatuba, escorregou na pista do aeroporto em São Paulo, provocando atrasos nos embarques, mas sem deixar feridos.
Foi o primeiro acidente do tipo após a finalização da reforma entre maio e junho da pista principal do aeroporto para reduzir o risco de derrapagens. No entanto, um serviço de ranhuras na pista, chamado de grooving, para aumentar a aderência dos pneus das aeronaves, ainda não foi feito.
Desde março de 2006, derraparam pelo menos outros três aviões, das companhias BRA, Gol e Varig .
Em janeiro, a Varig afirmou que uma lâmina d'água obrigou o piloto de um Boeing 737 a realizar uma freada mais brusca durante a aterrissagem. Não houve feridos.
O acidente da TAM desta terça-feira aconteceu 10 meses depois da colisão da aeronave da Gol com o jato Legacy, na maior tragédia da história da aviação do país até agora, que deixou 154 mortos e desencadeou uma crise aérea no país.
"É um momento de muita dor. Até quando isso vai continuar? Vamos esperar o terceiro acidente para o governo dar uma solução?", disse o senador Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, à Reuters, por telefone.
(Colaborou Natuza Nery)
UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)