Por Michael Stott
MOSCOU (Reuters) - O principal grupo de defesa de direitos humanos e segurança da Europa anunciou nesta quinta-feira que cancelou planos de monitorar as eleições presidenciais da Rússia, em março, devido a restrições inaceitáveis impostas por Moscou.
O braço eleitoral da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) disse que não mandará uma missão para o pleito de 2 de março, no qual o candidato do presidente Vladimir Putin deve sair vencedor.
"A Federação Russa criou limitações que não contribuem para a realização de observação do pleito", declarou o diretor do órgão ODIHR, Christian Strohal.
Em anúncio separado, a assembléia parlamentar da OSCE também cancelou a participação no monitoramento das eleições.
Com isso, a Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa (Pace, na sigla em inglês) será o único órgão Ocidental que ainda planeja acompanhar a votação do mês que vem.
Para a Rússia, desde o começo, a intenção do ODIHR foi boicotar a eleição.
A decisão dos órgãos vem após uma disputa com Moscou sobre o número de observadores que poderiam monitorar a eleição e sobre a data em que eles poderiam começar a trabalhar.
Segundo o ODIHR, poucos observadores foram convidados para o trabalho e quando a campanha já estava em andamento.
A Rússia disse que cumpriu integralmente suas obrigações internacionais junto à OSCE e acusou a organização de tentar politizar a disputa.
UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)