UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS

 

18/02/2008 - 11h42
Paquistão conta votos após eleição relativamente calma

Por Augustine Anthony

ISLAMABAD, Paquistão (Reuters) - O Paquistão começou, na segunda-feira, a contar os votos de uma eleição que transcorreu de forma muito mais tranquila do que se esperava, apesar de o resultado poder instalar um Parlamento inclinado a tirar o presidente Pervez Musharraf, um aliado dos EUA, do comando do país.

Após votar na cidade de Rawalpindi, Musharraf, ex-chefe das Forças Armadas, defendeu a realização de esforços de reconciliação. Na mesma cidade, no dia 27 de dezembro, a líder oposicionista e ex-primeira-ministra Benazir Bhutto foi assassinada.

A votação para escolher uma nova Assembléia Nacional e assembléias de Província deveria ter sido realizada no começo do mês passado, mas acabou sendo adiada devido à morte de Bhutto.

Os locais de votação fecharam às 17h (10h em Brasília). Os resultados devem começar a ser divulgados por volta da meia-noite e, já na terça-feira de manhã, será possível ter uma idéia sobre as tendências predominantes.

O assassinato de Bhutto, a mais progressista e pró-Ocidente política de um país muçulmano marcado por sentimentos anti-EUA, alimentou dúvidas sobre a estabilidade interna do Paquistão, que possui um arsenal nuclear.

Mais de 450 pessoas morreram neste ano, no país, em incidentes de violência relacionados com a atividade de militantes.

O temor de novos episódios violentos manteve muitos paquistaneses afastados dos locais de votação, apesar da presença de 80 mil soldados nas ruas, dando apoio à polícia.

Mohammad Farooq, uma autoridade do setor eleitoral, estimou que 35 por cento do eleitorado compareceram às urnas no local de votação pelo qual é responsável, em Rawalpindi.

"Levando-se em conta a questão da falta de segurança, essa é uma cifra boa", afirmou. Quase 81 milhões de pessoas estavam aptas a votar na eleição.

Uma autoridade dos serviços de inteligência disse que 11 pessoas foram mortas, sete delas na Província de Punjab, e 70 ficaram feridas em episódios violentos ocorridos após o início da votação.

Musharraf, que subiu ao poder por meio de um golpe militar em 1999, prometeu trabalhar com os vencedores do pleito para fortalecer a democracia em um país que se viu governado, alternadamente, por regimes militares e civis ao longo de seus 60 anos de história.

"Independentemente de quem vença, de quem seja o primeiro-ministro, cooperarei totalmente com ele na qualidade de presidente", afirmou.

Prevê-se que o Partido do Povo Paquistanês (PPP), de Bhutto, torne-se o maior da nova assembléia, também por causa da onda de empatia gerada pela morte dela.

Mas a maior parte dos analistas duvida que a legenda elegerá uma bancada majoritária.

O viúvo de Bhutto, Asif Ali Zardari, co-presidente do PPP, fez um apelo de tom conciliador antes da votação.

(Reportagem adicional de Zeeshan Haider em Islamabad, Kamran Haider e Jon Hemming em Lahore, Sahar Ahmed em Karachi e Simon Gardner em Larkana)

UOL Celular

Acompanhe as notícias do UOL no seu celular: wap.uol.com.br


Folha Online
Justiça suspende lei que isenta estacionamento em shoppings
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Confira a resolução comentada
da primeira fase da Fuvest 2010

UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA