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19/02/2008 - 15h38
Com saída de Fidel, Cuba deveria rever direitos humanos, diz Anistia Internacional
Rodrigo Martínez de Santiago
A entidade Anistia Internacional disse na terça-feira (19) que Cuba deveria aproveitar o afastamento do líder cubano Fidel Castro para adotar reformas em relação aos direitos humanos e permitir a visita de observadores internacionais.
Fidel anunciou em uma mensagem publicada pelo jornal oficial cubano Granma que não aspira à reeleição como chefe de Estado dia 24 de fevereiro, depois de 49 anos no comando da ilha.
"A nova direção cubana deve aproveitar a oportunidade que representa essa mudança e introduzir reformas muito necessárias para garantir a proteção dos direitos humanos", disse em comunicado o grupo.
Segundo a Anistia, as reformas deveriam incluir a libertação dos "presos de consciência", a revisão judicial de todas as sentenças sem as devidas garantias, a abolição da pena de morte e a adoção de medidas que garantam o respeito às liberdades fundamentais.
"A Anistia Internacional pede ao novo governo de Cuba que permita aos órgãos de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) e às organizações independentes de direitos humanos visitar o país", acrescentou.
Além disso, a entidade solicitou aos Estados Unidos que ponham fim ao prolongado embargo comercial adotado contra a ilha.
Fidel governou Cuba desde a revolução de 1959, mas não aparece em público há quase 19 meses, quando o irmão Raúl assumiu interinamente a Presidência do país. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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