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 Internacional

19/02/2008 - 15h05
Candidatos à Presidência dos EUA pedem democracia em Cuba

Por Andy Sullivan

WASHINGTON (Reuters) - Os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos defenderam na terça-feira que o governo cubano instale um regime democrático no país ao escolher seu sucessor para o líder agora aposentado Fidel Castro.

Os senadores democratas Barack Obama e Hillary Clinton sugeriram que levantariam o embargo comercial imposto décadas atrás se a ilha caribenha adotasse reformas democratizantes. Já o favorito para vencer as prévias do Partido Republicano, John McCain, afirmou que os EUA precisam continuar fazendo pressão sobre o governo comunista de Cuba.

"Eu diria para a nova liderança que a população dos EUA está pronta para encontrar-se com vocês se vocês avançarem pelo caminho da democracia, adotando reformas reais e substanciais", disse Hillary, senadora pelo Estado de Nova York e ex-primeira-dama do país.

Fidel, 81, disse que não voltará a assumir o posto de chefe de Estado, cargo ao qual ascendeu depois da vitória de sua revolução, em 1959.

O ex-guerrilheiro não aparece em público desde que se submeteu a uma cirurgia no abdômen, há quase 19 meses, quando entregou o comando do país, então provisoriamente, para Raúl Castro, irmão dele.

O presidente norte-americano, George W. Bush, intensificou o embargo contra Cuba e rejeitou a possibilidade de reduzir as sanções sem que haja um processo de transição rumo à democracia.

Obama, senador pelo Estado de Illinois, adotou uma postura mais rígida em relação a Cuba nos últimos anos. Em 2003, o então senador afirmou que apoiaria o levantamento do embargo mesmo sem uma mudança de regime, uma proposta popular nos Estados agrícolas do Meio-Oeste, que tentam ampliar seus mercados internacionais.

Em um debate de dezembro de 2007, Obama disse que concordaria em tornar menos rígidos alguns aspectos do embargo, entre os quais a proibição de viagens a Cuba e do envio de dinheiro para familiares em Cuba.

Em comunicado divulgado na terça-feira, o pré-candidato afirmou que qualquer mudança na política norte-americana dependeria de Cuba realizar mudanças antes.

"Se a liderança cubana começar a abrir Cuba rumo a uma mudança democrática significativa, os EUA precisam estar preparados para adotar medidas no sentido de normalizar as relações e amenizar o embargo das últimas cinco décadas", afirmou Obama.

McCain, um senador do Arizona que deve conquistar a vaga do Partido Republicano para as eleições de novembro, disse que a ilha caribenha precisa realizar eleições livres e justas antes que se avalie qualquer mudança nas políticas norte-americanas.

"A liberdade para o povo cubano não é algo que esteja ainda à vista e os irmãos Castro pretendem, com certeza, manter seu controle sobre o país", disse McCain em comunicado.

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