Por Jane Barrett
MADRI (Reuters) - O Partido Socialista espanhol venceu as eleições de domingo, mas não conseguiu a maioria absoluta que poderia ajudá-los a agir mais rapidamente para proteger a economia contra uma desaceleração.
"Governarei para todas as pessoas, pensando primeiro naqueles que não têm nada", disse o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero a milhares de simpatizantes com bandeiras vermelhas na sede do Partido Socialista.
Com 96 por cento dos votos apurados, a projeção era de que os socialistas ficassem com 196 assentos no parlamento de 350 cadeiras da câmara baixa, cinco a mais que na legislatura anterior.
O conservador Partido Popular (PP) ficou com 153 assentos, também um crescimento de cinco cadeiras na comparação com 2004, quando os eleitores se voltaram contra a legenda após o então governo do PP se apressar em culpar o grupo separatista basco ETA por atentados contra trens que, mais tarde, descobriu-se ter sido realizado por extremistas islâmicos.
Os grandes derrotados da noite foram pequenos partidos de esquerda.
"Somos o partido político que ganhou mais assentos do que qualquer outro na Espanha, em votação e em percentual", disse o líder do PP, Mariano Rajoy, a simpatizantes.
A desaceleração econômica e a forte alta do desemprego dominaram a campanha eleitoral até a sexta-feira, quando um ex-vereador socialista foi morto a tiros no País Basco. Os dois principais partidos culparam o ETA pelo assassinato.
Zapatero, 47, iniciou o discurso da vitória lembrando as cinco mortes atribuídas ao ETA desde que terminou um cessar-fogo em dezembro de 2006.
"Sentimos a ausência de todas as vítimas do terrorismo. Eles vivem em nossas memórias", disse Zapatero, que descartou uma negociação com o ETA em seu segundo mandato.
(Reportagem adicional de Sonya Dowsett, Manuel Maria Ruiz e Jason Webb)
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