UOL Últimas NotíciasUOL Últimas Notícias
UOL BUSCA

Selo
Selo
ARQUIVOS

 Internacional

04/04/2008 - 19h25
Presidente do Peru vê "guerra fria" na América do Sul

Por Marco Aquino e Terry Wade

LIMA (Reuters) - A América do Sul vive uma espécie de "guerra fria" opondo países com modelos estatais fechados aos que buscam investimento e abertura comercial, disse na sexta-feira o presidente peruano, Alan García, durante o Reuters Latin America Investment Summit.

Ele acha, porém, que em alguns anos vai prevalecer o modelo de mercado aberto ao mundo, depois "dos últimos estertores do estatismo".

"A América do Sul parece que se transferiu para uma espécie de guerra fria, assim como a que opôs os grandes blocos ideológicos no século 20. Temos países que irão em direção ao Pacífico, que olham para o investimento [...], e há outros países que preferem seu mercado interno, que preferem fechar suas fronteiras", disse.

Na região, governos de esquerda como o do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e seus aliados políticos, o boliviano Evo Morales e o equatoriano Rafael Correa, contrastam com os dirigentes do Peru, Chile e Colômbia, que adotaram políticas econômicas de abertura comercial para o mundo.

O Peru já tem um tratado de livre-comércio com os Estados Unidos, assim como Chile e México, e a Colômbia espera que o Congresso dos EUA o aprove.

García, que diz liderar uma "democracia moderna" em seu país, qualificou as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como um grupo "terrorista" e não insurgente, como prefere o venezuelano Chávez.

"Aqui (no Peru) sofremos esse tipo de terrorismo, que põe bombas, que rapta pessoas, que bloqueia um país por completo", disse García, comparando implicitamente as Farc aos grupos esquerdistas peruanos Sendero Luminoso e Movimento Revolucionário Túpac Amaru, protagonistas de um conflito com o governo, que deixou 69 mil mortos e desaparecidos nas décadas de 1980 e 90, segundo dados oficiais.

García também citou o caso da ex-candidata a presidente da Colômbia Ingrid Betancourt, gravemente doente após seis anos em cativeiros das Farc.

"Suponho que as Farc estejam administrando diabolicamente, não a vida de Betancourt, mas talvez (esperem que), com sua morte, façam mal ao presidente (colombiano, Álvaro) Uribe. Isso para mim é claríssimo", disse García.

"O que estão fazendo é simplesmente administrar o tempo para ver em que momento se produz a morte da senhora Betancourt, e então jogarão a culpa em Uribe."

UOL Celular

Acompanhe as notícias do UOL no seu celular: wap.uol.com.br


Folha Online
Obama quer promulgar reforma no sistema de saúde neste ano
UOL Esporte
Após fiasco de público, CBF reduz preços de ingressos para partida
UOL Economia
Bovespa reduz ritmo de perdas
perto do fim dos negócios

UOL Tecnologia
Fãs do iPhone promovem encontro no Brasil; veja mais
UOL Notícias
Disputas locais entre PT e PMDB
afetam palanques de Dilma

UOL Vestibular
Cotista tem nota parecida com de não-cotista aponta Unifesp
UOL Televisão
Nova novela da Record terá máfia e Gabriel Braga Nunes como protagonista
UOL Música
Radiohead entra em estúdio para trabalhar em disco novo
UOL Diversão & Arte
Escritor indiano Aravind Adiga ganha o Booker Prize
UOL Cinema
Novo filme dos irmãos
Coen tem maior bilheteria nos EUA