WASHINGTON (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu no domingo uma conclusão rápida da Rodada de Doha na Organização Mundial do Comércio (OMC) e defendeu a eliminação dos subsídios agrícolas nos países ricos.
A turbulência nos mercados e a recente alta generalizada nos preços dos alimentos apenas elevaram a "urgência" da concretização de um acordo para a liberalização do comércio agrícola mundial, acrescentou.
"A crise financeira aumentou a urgência da conclusão de uma Rodada de Doha ambiciosa e em prol do desenvolvimento, que leva a uma eliminação dos subsídios agrícolas e das tarifas nos países desenvolvidos", afirmou Mantega em um comunicado durante a reunião do FMI.
Num momento em que os preços altos dos alimentos provocam fome, protestos e instabilidade política, é importante desenvolver a agricultura e incentivar a compra de alimentos de produtores locais, avaliou.
"Muitos pequenos agricultores são expulsos do mercado devido a distorções criadas pelos subsídios agrícolas", disse Mantega.
O Brasil, juntamente com a Índia, é um defensor ativo dos interesses dos países em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio.
Autoridades de vários países ricos, incluindo os EUA e a União Européia, que destinam milhões de dólares em subsídios aos produtores agrícolas, esperam concluir a Rodada de Doha neste ano.
Mantega falou em nome do Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago na reunião do Comitê de Desenvolvimento do Fundo Monetário Internacional, que concluiu o encontro de primavera neste domingo.
(Por Adriana Garcia)
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