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COMUNICAR ERROPor Khaled Yacoub Oweis
BEIRUTE (Reuters) - O Hezbollah começou no sábado a retirar seus militantes de Beirute, devolvendo o controle das ruas ao Exército libanês, após tomar grande parte da cidade em confrontos contra o governo apoiado pelo Estados Unidos. O grupo guerrilheiro apoiado pelo Irã e Síria anunciou a retirada de seu domínio armado em Beirute, após o Exército revogar as medidas do governo contra o grupo.
O Hezbollah tomou conta de grande parte de Beirute na sexta-feira, após os militantes do grupo afugentarem homens armados da coalizão do governo.
Os quatro dias de conflitos, que deixaram 37 mortos, começaram após o governo adotar medidas contra a rede de comunicação militar do Hezbollah e demitir o chefe da segurança do aeroporto de Beirute, ligado ao grupo.
Este foi o pior conflito interno desde a guerra civil do Líbano de 1975 a 1990. O Hezbollah disse que o governo havia declarado guerra ao ir contra a rede de comunicações, que teve um papel fundamental na guerra de 34 dias com Israel em 2006.
A oposição liderada pelo Hezbollah disse que manteria a campanha de "desobediência civil" até que todos as suas exigências fossem atendidas, o que inclui barricadas em grandes rodovias e em todas as rotas para o aeroporto fechado, disse uma fonte da oposição à Reuters.
O Líbano está em uma disputa política há 18 meses com as exigências da oposição por maior influência no governo.
O primeiro-ministro Fouad Siniora, cuja legitimidade é contestada pela oposição, passou no sábado a responsabilidade pelas ações contra o Hezbollah ao Exército, que procura evitar conflitos com os dois lados.
O Exército afirmou que iria gerenciar o tema da rede comunicações de maneira que não "prejudicaria o interesse público e a segurança da resistência". Também afirmou que readmitiria o chefe da segurança do aeroporto.
O Exército é visto como neutro na crise política.
Dois soldados e 17 militantes morreram nos conflitos no sábado no leste de Beirute e no norte do Líbano. No incidente mais grave, forças de segurança afirmam que pelo menos 12 militantes morreram, quando as tropas pró-governo invadiram um escritório de um grupo de oposição pró- Síria, em Halba, no norte do Líbano. Duas pessoas morreram em um funeral na capital e pelo menos 100 pessoas foram feridas nos últimos dias.
O Hezbollah acusa o governo de sequestrar três de seus membros e assassinar dois deles.
Os Estados Unidos, que consideram o Hezbollah um grupo terrorista, uma ameaça a Israel e uma arma nas mãos Irã, disseram na sexta-feira que estavam discutindo com outras nações medidas contra "os responsáveis pela violência".

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