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COMUNICAR ERROPor Laila Bassam
BEIRUTE (Reuters) - A violência entre facções no Líbano tomou conta das montanhas ao redor de Beirute no domingo, quando militantes armados do Hezbollah, movimento apoiado pelo Irã, entrou em conflito com os drusos aliados do governo apoiado pelos Estados Unidos.
Os confrontos em Aley, uma cidade nas montanhas com vista para a capital e vilas da região, mataram pelo menos oito pessoas.
O Hezbollah, que também recebe apoio da Síria, e seus aliados afugentaram nos últimos dias os militantes pró-governo em Beirute no pior enfrentamento civil do Líbano desde a guerra civil de 1975 a 1990.
A campanha liderada pelo Hezbollah aumentou a pressão sobre a coalizão do governo, apoiada pelos Estados Unidos e a Arábia Saudita, para aceitar os termos da oposição para o fim de um conflito político de 18 meses.
O Hezbollah e militantes drusos aliados tomaram o controle de várias vilas na região de Aley no domingo, segundo forças de segurança.
Explosões e tiros ecoavam pelos montes cobertos por pinheiros na região. Os confrontos elevaram o número de mortos em cinco dias no Líbano para 53. Pelo menos 150 foram feridos.
Com os conflitos menos intensos, o Exército começou a procurar o líder Walid Jumblatt e a intervenção de um líder druso rival para mediar o fim dos confrontos.
"Eu digo aos meus aliados que a paz civil, a coexistência e a fim da guerra e destruição são mais importantes do que qualquer outra consideração", disse Jumblatt, um pilar da coalizão do governo apoiada pelos Estados Unidos, em um pronunciamento no canal LDC.
O pedido de Jumblatt ao líder druso rival Talal Arsalan para mediação é um sinal de como a coalizão foi fortemente atingida pelo Hezbollah, um grupo político com um forte exército de guerrilha.
Os confrontos resultaram de alegações do Hezbollah no sábado de que fiéis a Jumblatt mataram dois de seus membros. Eles também colocaram sob a responsabilidade de Jumblatt o retorno seguro de um terceiro membro do grupo que está desaparecido.
Os drusos correspondem a menos de 10 por cento da população do Líbano. A influência deles no país tem sido tradicionalmente maior do que o seu contigente indicaria.
A Liga Árabe, que realizou uma reunião de emergência no domingo, disse que iria enviar imediatamente uma delegação liderada pelo secretário-geral Amr Moussa e o primeiro-ministro do Catar a Beirute para tentar intervir pelo fim dos conflitos.
As disputas políticas no Líbano se transformaram em combates violentos na quarta-feira após o governo tomar medidas contra a rede de comunicações militar operada pelo Hezbollah e demitir o chefe da segurança do aeroporto de Beirute, ligado ao grupo. O Hezbollah tomou conta de grande parte de Beirute na sexta-feira ao baterem os militantes da coalizão do governo. O Hezbollah concordou em retirar seus homens de Beirute após o Exército libanês revogar as decisões do governo. No entanto, a oposição disse que manteria uma campanha de desobediência civil até que suas exigências fossem atendidas.
(Reportagem adicional de Tom Perry em Beirute e redações de Teerã e Roma; Texto de Nadim Ladki)

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