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COMUNICAR ERROCARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, negou no domingo apoiar os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após novas acusações de autoridades norte-americanas que aumentaram as tensões entre os Estados Unidos e a nação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Autoridades dos Estados Unidos, anonimamente, afirmaram na semana passada que a ligação de Chávez com as Farc eram mais profundas do que se pensava, citando informações encontradas em arquivos de um laptop de um comandante das Farc morto.
"O que eles quiserem, eles vão achar. É ridículo", disse Chávez durante seu pronunciamento semanal em que também acusou as autoridades colombianas de falsificar arquivos de computador para caluniar seu governo.
O governo da Colômbia já havia divulgado anteriormente arquivos do laptop que diziam provar as ligações de Chávez com as Farc.
Críticos dizem que os e-mails -- cheios de jargões militares das Farc -- eram muitas vezes ambíguos e não davam evidências conclusivas de nenhuma colaboração.
A Venezuela tem negado repetidamente as acusações de que ajude as Farc e dê refúgio à guerrilha em seu território.
Mas Chávez, um socialista de estilo próprio, expressou afinidade com as Farc, pedindo à União Européia em janeiro para tirar o grupo de sua lista de terroristas.
(Reportagem de Brian Ellsworth)

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