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COMUNICAR ERRORIO DE JANEIRO (Reuters) - Após mais de quatro horas de reunião, a Petrobras não apresentou nova oferta aos petroleiros sobre "Dia do Desembarque" e o impasse entre a estatal a categoria continua.
Os petroleiros reivindicam que o Dia do Desembarque dos empregados da Petrobras das plataformas seja considerado um dia de trabalho, e não de folga, como é hoje.
Mais tarde, em nota à imprensa, a Petrobras informou que apresentou na reunião "uma contraproposta que atende à reivindicação do intervalo mínimo entre as jornadas de trabalho e outras quatro demandas dos trabalhadores", ainda a ser submetida à assembléia da categoria.
Atualmente, os petroleiros ficam 14 dias embarcados e 21 de folga. De acordo com o coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, José Maria Rangel, a estatal não evoluiu na discussão do Dia do Desembarque, mas apresentou uma proposta para o pagamento de horas-extras retroativo a janeiro de 2007.
Segundo Rangel, os petroleiros embarcados têm direito a 11 horas de descanso, mas nem sempre isso é respeitado. Apesar de considerar a oferta da Petrobras um avanço, já que antes a estatal não admitia a retroatividade, não é suficiente para um acordo.
"Não tem acordo. O impasse continua", disse Rangel à Reuters. A estatal não tinha informações imediatamente sobre o assunto.
A greve na Bacia de Campos, responsável por 80 por cento do petróleo nacional, começou na segunda-feira e chegou a reduzir a produção da estatal em 136 mil barris nesse dia.
A Petrobras, no entanto, instalou um plano de contingência nas plataformas e normalizou a produção entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça-feira.
O movimento dos petroleiros do norte fluminense foi iniciado antes da decisão da Federação Única dos Petroleiros (FUP) de realizar uma greve de 48 horas a partir de quinta-feira.
Sobre a possibilidade de paralisação, a Petrobras afirmou que "acionou o Plano de Contingência para manter o controle e o funcionamento de suas unidades, assegurando pleno abastecimento do mercado".
Além de apoiar a luta dos petroleiros da Bacia de Campos, a FUP reivindica maior participação nos lucros da Petrobras.
Na próxima semana, todos os petroleiros vão votar a respeito da realização de uma greve nacional de cinco dias, com parada de produção a partir de 5 de agosto.
(Reportagem de Denise Luna)

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